6.9.08

Índios Guaranis, Santa Catarina. Fotos: Ananda Eluf

Bouguereau

Willian Adolphe BouguereauBouguereau era um ferrenho tradicionalista, cujo estilo de grande verossimilhança trouxe nova vida tanto para temas clássicos pagãos como para os cristãos. Criou em suas pinturas um mundo utópico, cheio de ninfas, pastores e madonnas. Seus camponeses eram sempre representados impecavelmente limpos, belos e bem vestidos, numa idealização perfeitamente aceitável para boa parte do público e dos conhecedores. Entretanto, outros preferiam a honestidade de Jean-François Millet e seus camponeses mostrados mais de acordo com os fatos.

Seu método de trabalho estava de acordo com a temática e simbologia classicista que adotara, realizando inúmeros esboços preparatórios com tinta e estudos em desenho, numa construção minuciosa e laboriosa de todas as figuras e fundos. A impressionante suavidade de textura na descrição pictórica da pele humana e a delicadeza de formas e gestos que obtinha nas mãos, pés e faces eram especialmente admiradas [9]. O mesmo com sua habilidade de se adaptar à decoração pré-existente das residências, igrejas e edifícios públicos para onde realizava obras complementares, recebendo por isso grande quantidade de encomendas. Sua fama crescia sem cessar, e logo recebeu as honras da Academia, tornando-se membro vitalício em 1876, e em 1885 foi condecorado Comandante da Legião de Honra [10]. Sua carreira como professor começou em 1875 na Academia Julian [11], e usou de sua influência para abrir as portas de diversas instituições artísticas às mulheres, incluindo a Academia.

Perto do fim da vida expressou seu amor à arte: "A cada dia entro em meu estúdio cheio de alegria; à noite, quando a escuridão me obriga a deixá-lo, mal posso esperar pelo dia seguinte. Se eu não pudesse me devotar à minha amada pintura eu seria um pobre coitado" [12]. Com tamanha dedicação desenvolveu uma carreira extraordinariamente prolífica, deixando oitocentas e vinte e seis obras. Faleceu com oitenta anos, de um mal cardíaco. Extraído Wikipédia

3.9.08

Neoliberalismo e cultura

No mundo humano dual em que vivemos, aonde positivo e negativo convivem lado a lado, percebo que podemos ver em um mesmo objeto observado manifestações positivas e negativas. Invenções tecnológicas do mundo moderno como a internet, a televisão, meios de comunicação poderosos, que são ferramentas que podem tanto servir a objetivos de progresso ou de involução. Falo conhecedor do assunto, pois venho trabalhando com essas mídias a 20 anos, e chegando às minhas próprias conclusões. Aos 40 anos me posiciono no mundo e posso tirar conclusões de situações vividas na prática, a respeito destas invenções tecnológicas. Sou réu confesso em afirmar que dentro do mercado publicitário, me vi levado a realizar produções que diria de grande criatividade , mas também ter que sucumbir à realizações não tão luminosas. Não julgo quem por necessidade entra no rolo compressor do sistema, somos levado a isso muitas vezes. Sem conseguir ver à luz no fim do túnel, somos arrastado pela grande vaga que enevôa as consciências humanas. Proponho à partir de agora uma discussão sobre o conteúdo dos canais de abertos televisão como objeto de observação. Abaixo um texto do Frei Beto de grande elucidação.

Texto de Frei Betto
O neoliberalismo não visa a destruir apenas as instâncias comunitárias criadas pela modernidade, como família, sindicato, movimentos sociais e Estado democrático. Seu projeto de atomização da sociedade reduz a pessoa à condição de indivíduo desconectado da conjuntura sócio-política-econômica na qual se insere, e o considera como mero consumidor.Estende-se, portanto, também à esfera cultural. Um dos avanços da modernidade foi, com o advento da democracia, reconhecer a pessoa como sujeito político. Este passou a ter, além de deveres, direitos. Dotado de consciência crítica, livrou-se da condição de servo cego e dócil às ordens de seu senhor, consciente de que autoridade não é sinônimo de verdade, nem poder de razão. Agora, busca-se destituir a pessoa de sua condição de sujeito. O protótipo do cidadão neoliberal é o que se demite de qualquer pensamento crítico e, sobretudo, de participar de instâncias comunitárias. E para essa cultura da demissão voluntária contribui, de modo especial, a TV. Em si, a TV é poderoso instrumento de formação e informação. Mas pode facilmente ser convertido em mecanismo de deformação e desinformação, sobretudo se atrelada à máquina publicitária que rege o mercado. Assim, a própria TV torna-se um produto a ser consumido e, portanto, centrado no aumento dos índices de audiência. Para isso, recorre-se a todo tipo de apelação, desde que os telespectadores sintam-se hipnotizados pelas imagens. O problema é que a janela eletrônica está aberta para dentro do núcleo> familiar. É ali que ela despeja a profusão de imagens e atinge indistintamente adultos e crianças, sem o menor escrúpulo quanto ao universo de valores da família. Se a TV transmitisse cultura - tudo aquilo que aprimora a nossa consciência e o nosso espírito -, ela seria o mais poderoso veículo de educação. É verdade, não deixa de fazê-lo, mas a regra geral não são os programas de densidade cultural, e sim o mero entretenimento - distrai, diverte e, sobretudo, abre a caixa de Pandora de nossos desejos inconfessáveis. A imagem que "diz" o que não ousamos pronunciar. Ao superar o diálogo entre pais e filhos e impor-se como interlocutora hegemônica dentro do núcleo familiar, a TV altera as referências simbólicas fundamentais do psiquismo infantil. É pelo falar que uma geração transmite a outra crenças, valores, nomes próprios, mega-relatos, genealogias, ritos, relações sociais etc. Transmite a própria aptidão humana de uso da palavra, através do qual se tece a nossa subjetividade e a nossa identidade. É essa interação, propiciada pelo diálogo oral, cara a cara, que nos educa às relações de alteridade, faz-nos reconhecer o eu diante do Outro, bem como as múltiplas conexões que ligam um ao outro, como emoções, imagens provocadas por gestos, expressões faciais carregadas de sentimentos etc. A fala ou o diálogo demarcam referências fundamentais ao nosso equilíbrio psíquico, como a identificação do tempo (agora) e do espaço (aqui), e dos limites do meu ser em relação aos demais. Se a fala reduz-se a uma enxurrada de imagens que visam a exacerbar os sentidos, as> referências simbólicas da criança correm perigo. Ela tende à dificuldade de construir seu universo simbólico, não adquirindo sensos de temporalidade e historicidade. Tudo se> reduz ao "aqui e agora", à simultaneidade. A própria tecnologia que abrange distâncias em tempo real - Internet, telefone celular etc. - favorece uma sensação de ubiqüidade: "eu não estou em nenhum lugar porque estou em todos". Muitos professores se queixam de que os alunos não são> tão atentos às aulas. Claro, o sonho deles seria poder mudar o professor de canal... Muitas crianças e jovens demonstram dificuldade de se expressar porque não sabem ouvir. Possuem raciocínio confuso, no qual a lógica derrapa frequentemente no aluvião de sentimentos contraditórios. Acreditam, sobretudo, que são inventores da roda e, portanto, pouco interessa o patrimônio cultural das gerações anteriores (o financeiro sim, sem dúvida). Assim, a cultura perde refinamento e profundidade, confina-se aos simulacros de talk-show, onde cada um opina segundo sua reação imediata, sem reconhecimento da competência do Outro. No caso da escola, este Outro é o professor, visto não só como destituído de autoridade, mas sobretudo como quem abusa de seu poder e não admite que os alunos o tratem de igual para igual... Ora, já que o professor não "escuta", então só há um meio de fazê-lo ouvir: a violência. Pois foram educados pela TV, onde não há o exercício da argumentação paciente, da construção elucidativa, do aprimoramento do senso crítico. É o perde ou ganha incessante, e quase sempre à base da coação. Assim, cai-se numa educação qualificada por Jean-Claude Michéa de "dissolução da lógica". Deixa-se de distinguir o prioritário do secundário, de perceber o texto em seu contexto, de abranger o particular no pano de fundo do geral, para acatar passivamente as pressões de consumo que buscam transformar valores éticos em meros valores pecuniários, ou seja, tudo é mercadoria, e é o seu preço que imprime, a quem a possui, determinado valor social, ainda que destituído de caráter. Demite-se do ato de pensar, refletir, criticar e, sobretudo, participar do projeto de transformar a realidade. Tudo passa a uma questão de conveniência, gosto pessoal, simpatia. Também são considerados comercializáveis a biodiversidade, a defesa do meio ambiente, a responsabilidade social das empresas, o genoma, os órgãos arrancados de crianças etc. É o apogeu do capitalismo total, capaz de mercantilizar até mesmo o nosso imaginário.

1.9.08

Lou Gold, com o Pico do Papagaio ao fundo, Vale do Matutu.
Foto: Luis Eduardo Pomar
Louis Gold é um senhor americano de 70 anos, mas com um coração de menino. Ele mesmo costuma dizer que ainda não cresceu. Cientista Político, com uma carreira promissora na Universidade de Chicago, resolveu mudar a vida radicalmente, se inserindo no movimento de contra-cultura. Isso aconteceu no ano de 1968. Durante 12 anos ele subia as montanhas do Oregon levantando a bandeira da preservação ambiental. Passava o verão acampado no meio da floresta e muitos peregrinavam ao seu acampamento aonde Lou entragava-lhes um bastão que fazia artesanalmente para auxiliá-los na descida. A região é conhecida pela matas de Carvalhos e Sequóias milenares. Ele me contava que daonde ele ficava acampado, via a extração da madeira sendo feita através de enormes helicópteros. Durante alguns anos realizou mais de 600 palestras sobre a preservação das florestas pelos Estados Unidos. Conheceu o Daime em 1996 e teve uma miração com a Rainha da Floresta. A mesma Senhora que aparecia nas visões que tinha no alto das montanhas no Oregon.

Madrinha Rita. Foto: Lou Gold

Em 2002 mudou-se para o Brasil e fincou raiz. Apesar de não falar português, fez muitos amigos, principalmente em Brasília, onde morou na Comunidade Céu do Planalto, no Matutu e na Comunidade Fortaleza , no Acre.

Uma imagem que não precisa de palavras... Foto: Lou Gold
Vêm retratando através do seu ótimo blog as comunidades do Santo Daime no Brasil e comunicando para o exterior as belezas da doutrina da floresta. Lou Gold também é artista plástico e faz um trabalho em encáustica. Sua arte é visionária e simbólica. Meus parabéns pro Lou! E como eu costumo dizer...Lou is gold!

Some Thoughts on DMT Art

Alexandre Segregio
By Steve Beyer

A number of artists have attempted to render the striking visual experiences that occur after ingesting ayahuasca or DMT. In the Upper Amazon, there are both indigenous artists, whose traditional work consists largely of abstract patterns, such as those found on the now well-known pottery, clothing, and other household goods of the Shipibo; and visionary artists, mostly mestizo, whose work is characterized by detailed representations of spirits, trees, animals, objects, and participants in ayahuasca healing ceremonies. These latter works fall almost paradigmatically within what has now come to be called outsider art, sometimes naïve art, and sometimes visionary art — direct, intense, content-laden, narrative, enormously detailed, personal, idiosyncratic, two-dimensional, and brightly colored. While indigenous artists work for the most part in anonymity, their work stigmatized as craft rather than art, the work of mestizo visionary artists has become much better known, largely through the publication, fully annotated and sumptuously reproduced, of the visionary paintings of former shaman Pablo César Amaringo.
Outside the Amazon, artists not born into or raised in indigenous or mestizo ayahuasca-using cultures, including such well-known visionary artists as Alex Grey, Robert Venosa, and Martina Hoffmann, have also rendered visual experiences attributed to the ingestion of ayahuasca or DMT. For want of a better term, I will call this body of work DMT art.
There are some remarkable convergences between DMT art and the abstract representations of the ayahuasca experience in indigenous Amazonian art. The indigenous work on the left, below, by Cashinahua artist Arlindo Daureano Estevão, represents the different worlds of the ayahuasca vision as houses with doors to be entered and paths linking the different contained spaces. This type of design is called nawan kene pua, or stranger’s design, since it is a map that keeps one from getting lost in the ayahuasca world. This abstract representation is strikingly reflected in the work on the right, below, entitled DMT, by photographer Peter Kosinski. It is difficult to say whether such convergences are due to acquaintance with indigenous art or to similarities in the visionary experience.

31.8.08

Anderson Debernardi
Roberto Terra CostaRoberto Terra Costa, escritor e artista plástico, vem ao longo dos anos desenvolvendo uma narrativa de caráter heróico e mitológico. O texto, composto em prosa poética, encontra-se reunido em tres livros: Cancioneiro, Explansões e Livro dos Vórtices. A partir do ano 2000 a escrita passou a ter uma contraparte visual, de fato narrativas paralelas e complementares sob a forma pictórica (telas a óleo) e a gráfica (ilustrações, litogravuras). Tambem algumas pequenas edições artesanais de trechos da obra foram realizadas. Todo o trabalho representa um ciclo épico com momentos líricos, elegíacos, históricos, oníricos, visionários e proféticos. Um pouco desse material pode ser visto no site do autor.

29.8.08

Bodas de Prata do Céu da Montanha

Acervo CEFLURG
Neste dia 07 de setembro a Igreja do Culto Eclético da Fluente Luz Universal Rita Gregório (CEFLURG) completa 25 anos, desde o início de seus trabalhos em 1983. A comunidade, conhecida como Céu da Montanha, foi a primeira a reproduzir, fora da Floresta Amazônica, o modelo de organização comunitária do Pd Sebastião. Confira depoimento de Alex Polari, que nos conta um pouco da história deste importante Centro filiado ao Instituto CEFLURIS.

22.8.08

Michael D. O'Brien
São Lucas foi o primeiro a retratar visualmente Maria com o menino Jesus. Conta-se que o primeiro quadro foi pintado na madeira que servia de mesa do lar de Jesus e Maria.
Michael D O'Brien

20.8.08

A Questão do Mal

O traço comum de todo o mal é o "egoísmo". Toda a luta que se quer empreender contra o mal dá-se por meio da luta contra a tendência de se auto-centrar e focar somente os próprios interesses, em detrimento dos demais. Porém, nessa mesma luta há uma tendência que é pré-condição para o empreendimento da busca dos mundos superiores de uma forma moderna: com auto-consciência. Essa condição é o fortalecimento do Eu. Precisamos fortalecer algumas qualidades da alma que se parecem com aquelas inerentes ao egoísmo. A alma só pode elevar-se quando desenvolve essa força do Eu auto-enraizado. Assim o filósolfo Rudolf Steiner nos apresenta um aparente paradoxo: "as qualidades que infringem os princípios morais, são precisamente as que precisamos reforçar no caminho da percepção dos mundos do espírito". No entanto, só no mundo físico podemos encontrar condições que nos permitem superar o egoísmo. É altruísmo que precisamos desenvolver para quebrar o "hábito" do egoísmo tão profundamente arraigado, mas que foi necessário para desenvolvermos nossa auto-consciência. Paradoxalmente, é o fortalecimento de nosso Eu no mundo espiritual – entre a morte e um novo nascimento – que nos capacita a preparar uma encarnação no mundo físico onde podemos nos tornar tão altruístas quanto possível. Isso nos mostra que precisamos manter-nos conectados com o mundo físico, com o nosso carma – o nosso destino, pois só nele podemos nos aperfeiçoar. A fonte do mal dá-se quando deslocamos aquilo que é necessário para o mundo espiritual para as coisas da vida física.
Por Carlos Augusto Maranhão

8.8.08

Drogas e Cultura: Novas Perspectivas


Drogas e Cultura: Novas Perspectivas

Organizadores: Beatriz Caiuby Labate, Sandra Goulart, Maurício Fiore, Edward MacRae e Henrique Carneiro – Pesquisadores do NEIP (Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos, www.neip.info).


Resenha:

Há um excesso quando se fala do tema das “drogas” que não tem a ver com o dionisíaco ou com qualquer noção de “abuso” ou overdose: trata-se da profusão de lugares-comuns, preconceitos, moralismo, idéias fixas. Poucos temas, hoje, seguem cercados de tantos tabus e interdições quanto o das drogas psicoativas. Não todas as drogas psicoativas, mas aquelas proibidas por lei ou condenadas pela moral, pela psicologia, pela medicina. Convivem, lado a lado, uma enorme oferta de drogas legais, produzidos pelas grandes indústrias farmacêuticas, e drogas ilegais, as quais articulam em torno de si uma poderosa guerra internacional que mobiliza Estados e redes de traficantes com conexões globais. Subsistem, simultaneamente, usos tradicionais e novas práticas relacionadas a substâncias há muito conhecidas. Em todo caso, a literatura que aborda a “questão das drogas” não costuma ir além do estreito campo que vai das obras médicas (mais ou menos conservadoras), passando pelos livros jurídicos até os livros-reportagem (mais ou menos sensacionalistas). O campo das ciências humanas até muito recentemente foi um espaço ocupado por poucas e corajosas iniciativas de pesquisas sobre “drogas” circundadas por um expressivo silêncio. O livro Drogas e cultura: novas perspectivas, resultado de um simpósio realizado pelo Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP, www.neip.info) na Universidade de São Paulo em 2005, representa um importante esforço de pesquisadores das áreas de antropologia, sociologia, ciência política, direito e história de tratar do tema das “drogas” a partir de enfoques múltiplos, tendo como denominador comum a crítica ao proibicionismo destas substâncias. Composto por 17 artigos, além de um prefácio e uma introdução, está organizado em três partes: “A história do consumo de drogas e a sua proibição no Ocidente”, com quatro artigos destacando uma reflexão sobre a história e a lógica do atual regime proibicionista das drogas; “O uso de drogas como fenômeno cultural”, com três artigos que abordam a questão da interdisciplinaridade na análise das substâncias psicoativas”; e “Uso de drogas: diversidade cultural em perspectiva”, que abrange a maioria dos textos da coletânea, apresentando diferentes abordagens do tema das drogas, a partir dos olhares de disciplinas como a antropologia, etnologia e história. A obra oferece um amplo espectro de abordagens que constroem pontes de convergência e diálogo e criam zonas de tensão, o que torna evidente que não há consenso ou pacificação ao se tratar de uma questão como essa. Trata-se de um livro de referência para quem não se conforma com o que já está divulgado sobre as “drogas” e se incomoda o suficiente para buscar outros ângulos, miradas e percepções (Thiago Rodrigues).

Contato:

EDUFBA

Tel/Fax: (71) 3263-6164

http://www.edufba.ufba.br

4.8.08

Evidence of health and safety in American members who use a hallucinogenic sacrament

Ayahuasca is a South American hallucinogenic tea used as a sacrament by the Santo Daime Church, other religions, and traditional peoples. A recent U.S. Supreme Court decision indicates religious ayahuasca use is protected, but little is known about health consequences for Americans.

Material/Methods: 32 (out of 40) American members of one branch of the Santo Daime Church were interviewed providing demographic information, physical exam, drug use timeline, a variety of psychological measures, and data about childhood conduct disorder. Subjects were asked about extent of Church participation, what is liked least and most about ayahuasca, and what health benefits or harms they attribute to ayahuasca.

Results: Members usually attend services weekly (lifetime 269±314.7 ceremonies; range 20–1300). Physical exam and test scores revealed healthy subjects. Members claimed psychological and physical benefits from ayahuasca. 19 subjects met lifetime criteria for a psychiatric disorder, with 6 in partial remission, 13 in full remission, and 8 reporting induction of remission through Church participation. 24 subjects had drug or alcohol abuse or dependence histories with 22 in full remission, and all 5 with prior alcohol dependence describing Church participation as the turning point in their recovery.

Conclusions: Conclusions should not be extrapolated to hallucinogen abusers of the general public. For those who have religious need for ingesting ayahuasca, from a psychiatric and medical perspective, these pilot results substantiate some claims of benefit, especially if subjects interviewed fully reflect general membership. Further research is warranted with blinded raters, matched comparison groups, and other measures to overcome present study limitations.

Posted by Psychedelic Medicine News

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24.7.08

Encontro Nossa Cultura

Visconde de Mauá – Céu da Montanha
25,26 e 27 de julho de 2008

Maiores informações e inscrições:
encontronossacultura@yahoo.com.br

Encontro de artistas de diversas áreas a fim de realizar uma troca de experiências e idéias, além da apresentação e divulgação dos projetos culturais, trabalhos e atividades realizados pela irmandade.
Uma injeção de ânimo com exposição de trabalhos, vivências, contação de histórias, trocas e comércio, estimulando parcerias e uma rede solidária de trabalho. Participem!!!

Gilda C. G. Gonçalves, Cristina C. Moraes e Céu da Montanha

22.7.08

Matéria Tv aldeia - Rio Branco / Acre

Matéria exibida na TV local de Rio Branco - AC (TV Aldeia) sobre o Santo Daime em Julho de 2008. Imagens realizadas no 4º Encontro Nacional dos Prontos Socorros no Centro e Pronto Socorro de Cura Raimundo Irineu Serra, zelador Wilson Carneiro de Souza.
Parte 1

Parte 2

Teacher plants

An interview with Maria Alice Campos and Bia Labate about Santo Daime, ayahuasca and teacher plants. Watch here at Postmodern Times, a series of short animated films presenting new ideas about global consciousness and techniques for social and ecological transformation.

20.7.08

Reconhecimento da ayahuasca no Peru

Por Altino Machado
O governo do Peru declarou como patrimônio cultural da nação os conhecimentos tradicionais e usos da ayahuasca praticados por comunidades nativas em sua floresta amazônica. A ayahuasca é mais conhecida no Brasil como Santo Daime. A decisão do governo peruano, assinada pelo diretor do Instituto Nacional de Cultura, Javier Ugaz Villacorta, foi publicada na edição de sábado de El Peruano, o diário oficial do país.

Na declaração de reconhecimento, o governo peruano afirma que a ayahuasca tem qualidades psicotrópicas, isto é, que atuam sobre o psiquismo, a atividade mental, o comportamento, a percepção, sendo conhecida no mundo todo como uma planta indígena que transmite sabedoria para os iniciados sobre os próprios fundamentos do mundo.

Também afirma que os efeitos produzidos pelo seu consumo é equivalente à entrada nos segredos do mundo espiritual. Segundo o Instituto Nacional de Cultura, o ritual da ayahuasca está se estabelecendo como o centro da medicina tradicional e é um dos pilares da identidade dos povos amazônicos, sendo o seu uso necessário e indispensável para todos os membros da sociedade amazônica peruana.

A ayahauasca é uma bebida obtida a partir do cozimento do cipó jagube (Banisteriopis caapi), conforme foto acima, com a folha chacrona (Psichotria viridis), na foto abaixo. Segundo o governo peruano, a ayahuasca conta com extraordinária história cultural em virtude de suas qualidades psicotrópicas.

Virtudes terapêuticas

O Instituto Nacional de Cultura assinala que o uso e resultados obtidos com ayahuasca são necessários para todos os membros das sociedades amazônicas em algum momento de suas vidas e indispensáveis para que assumam o papel de portadores privilegiados, seja através de comunicações com o mundo espiritual ou para os que se expressam plasticamente.

O governo peruano afirma que os efeitos que a ayahuasca produz têm sido amplamente estudados por causa de sua complexidade e são diferentes dos que usualmente produzem os alucinógenos.

- Parte dessa diferença consiste no ritual que acompanha seu consumo, que conduz a diversos efeitos, porém sempre dentro de uma margem culturalmente delimitada e com propósitos religiosos, terapêuticos e de afirmação cultural - afirma Javier Villacorta.

No entendimento do governo peruano, a prática de sessões rituais de ayahuasca constitui um dos pilares da identidade dos povos amazônicos e seu uso ancestral nos rituais tradicionais, garantindo continuidade cultural, está vinculado às virtudes terapêuticas.

- Busca-se proteção do uso tradicional e do caráter sagrado do ritual de ayahuasca, diferenciando-o de usos ocidentais descontextualizados, consumistas e com propósitos comerciais - assinala a declaração do Instituto Nacional de Cultura.

15.7.08

Declaración Patrimonio Cultural

Declaración Patrimonio Cultural de la nación a los conocimientos y usos tradicionales del Ayahuasca practicados por comunidades nativas amazónicas

RESOLUCIÓN DIRECTORAL NACIONAL
Nº 836/INC

Lima, 24 de junio de 2008-07-14

Visto, el informe Nº 056-2008-DRECP/INC de fecha 29 de mayo de 2008, emitido por la Dirección de Registro y Estudio de la Cultura en el Perú Contemporáneo;

CONSIDERANDO:
Que, el articulo 21º de la Constitución Política del Perú, señala que es función del Estado la protección del Patrimonio Cultural de la Nación.
Que, el inciso 1 del articulo 2º de la Convención para la Salvaguardia del Patrimonio Cultural Inmaterial de la UNESCO, estable que "se entiende por Patrimonio Cultural Inmaterial los usos, representaciones, expresiones, conocimientos y técnicas-junto con los instrumentos, objetos, artefactos y espacios culturales que le son inherentes-que las comunidades, los grupos y en algunos casos los individuos reconozcan como parte integrante de su patrimonio cultural. Este patrimonio cultural inmaterial, que se transmite de generación en generación, es recreado constantemente por las comunidades y grupos en función de su entorno, su interacción con la naturaleza y su historia, infundiéndoles un sentimiento de identidad y continuidad y contribuyendo así a promover el respeto de la diversidad cultural y la creatividad humana" ;
Que, el articulo VII del Titulo Preliminar de la Ley N° 28296
-Ley General del Patrimonio Cultural de la Nación, dispone que el Instituto Nacional de Cultura de la Nación, esta encargado de registrar, declarar y proteger el Patrimonio Cultural de la Nación dentro del ámbito de su competencia;
Que, el numeral 2) del articulo 1° del titulo I de la citada Ley establece que integran el Patrimonio Cultural de la Nación las creaciones de una comunidad cultural fundadas en las tradiciones, expresarlas por individuos de manera unilateral o grupal, y que reconocidamente responden a las expectativas de la comunidad, como expresión de la identidad cultural y social, además de los valores transmitidos oralmente, tales como los idiomas, lenguas y dialectos autóctonos, el saber y conocimiento tradicional, ya seas artísticos, gastronomicos, medicinales, tecnológicos, folclóricos o religiosos, los conocimientos colectivos de los pueblos y otras expresiones o manifestaciones culturales que en conjunto conforman nuestra diversidad cultural;
Que, mediante Resolución Directoral Nacional N° 1207/INC, del 10 de noviembre de 2004se aprobó la Directiva N° 002-2004-INC, "Reconocimiento y declaratorias de las manifestaciones culturales vigentes como Patrimonio Cultural de la Nación";
Que, corresponde al Instituto Nacional de Cultura en cumplimiento de la función que le asigna la Ley, y con la participación activa de la comunidad, realizar una permanente identificación de dichas manifestaciones tradicionales del país que deben ser declaradas Patrimonio Cultural de la Nación;
Que, mediante el documento del visto la Dirección de Estudio y Registro de la Cultura en el Perú Contemporáneo solicita la declaración como Patrimonio Cultural de la Nación a los conocimientos y usos tradicionales asociados al Ayahuasca y practicados por las comunidades nativas amazónicas, conforme al Expediente elaborado por doña Rosa A. Giove Nakazawa del Centro Takiwasi-Tarapoto y presentado por la Gerencia Regional de desarrollo Económico del Gobierno Regional de San Martín ante la Dirección Regional de Cultura de San Martín;
Que, la planta Ayahuasca-banisteriopsis caapi-es una especie vegetal que cuenta con una extraordinaria historia cultural, en virtud de sus cualidades psicotrópicas y a que se usa en un brebaje asociado a la planta conocida como Chacruna-Psichotria viridis;
Que, dicha planta es conocida por el mundo indígena amazónico como una planta sabia o maestra que enseña a los iniciados los fundamentos mismos del mundo y sus componentes. Los efectos de su consumo constituyen la entrada al mundo espiritual y a sus secretos, es así que en torno al ritual de Ayahuasca se ha estructurado la medicina tradicional amazónica en algún momento de sus vidas, e indispensable para quienes asumen el papel del portadores privilegiados de estas culturas, se trate de los encargados de comunicación con el mundo espiritual o de los que lo expresen plásticamente;
Que, los efectos que produce la Ayahuasca, ampliamente estudiados por su complejidad, son distintos de los que usualmente producen los alucinógenos. Parte de esta diferencia consiste en el ritual que acompaña su consumo, que conduce a diversos efectos, pero siempre dentro de un margen culturalmente delimitado y con propósitos religiosos, terapéuticos y de afirmación cultural;
Que, por la información de sustento se desprende que la práctica de sesiones rituales de ayahuasca constituye uno de los pilares fundamentales de la identidad de los pueblos amazónicos y que su uso ancestral en los rituales tradicionales, garantizando continuidad cultural, está vinculado a las virtudes terapéuticas de la planta;
Que, se busca la protección del uso tradicional y del carácter sagrado del ritual de Ayahuasca, diferenciándolo de los usos occidentales descontextualizados, consumistas y con propósito comerciales.
Estando a lo visado por el Director de Gestión, la Directora de Registro y Estudio de la Cultura en el Perú Contemporáneo y el Director de la Oficina de Asuntos Jurídicos;
De conformidad con lo dispuesto por la Ley N° 28296, "Ley General del Patrimonio Cultural de la Nación" y el Decreto Supremo N° 017-2003-ED, que aprueba el Reglamento de Organización y Funciones del Instituto Nacional de Cultura.

SE RESUELVE:

Articulo Único.-

Regístrese, comuníquese y publíquese.

JAVIER UGAZ VILLACORTA

Encargado de la Dirección Nacional

Instituto Nacional de Cultura

28.6.08

Akiane, pintora e poeta.


Akiane, filha de pais ateus, tem 12 anos, e desenha, pinta e escreve desde os 4. O retrato abaixo foi pintado quando ela tinha apenas 8 anos.

Por que você pintou o retrato de Jesus?

Akiane: -Foi sincronicidade divina. Eu estava procurando um modelo de Jesus por dois anos, e eu não encontrava o resto certo. Então um dia eu pedi que minha família rezasse comigo o dia inteiro. Nós pedimos a Deus que enviasse o modelo certo pela porta de entrada da nossa casa. No dia seguinte um carpinteiro alto entrou. Era tão humilde, e fiquei surpresa que tenha concordado em posar para mim. Na semana seguinte porém, ele ligou dizendo que se sentia indigno de representar o Mestre.
Nós todos rezamos juntos juntos outra vez, e alguns dias mais tarde nos retornou para dizer-nos que que Deus queria que posasse, mas teve que cortar seu cabelo e barba em três dias. Assim nós fizemos algumas fotos e eu estudei seu rosto por muito tempo. Após dúzias dos esboços, eu comecei pintar. Levei 40 horas para terminar a primeira pintura de Jesus – O Principe da Paz- e eu recordo ainda que eu perdi quatro dentes durante esse periodo.

Veja toda a arte de Akiane em:
http://www.artakiane.com
Extraído do blog Observatório Cósmico
Helena Nelson Reed
Sandrine Gestin
Marianne Stokes
Edward Burne-Jones
Fernand Khnopff

Joma Sipe

Joma Sipe is the artistic name of João Manuel Pereira, born at 2 of August of 1974 in the city of Porto.Joma Sipe is interested in painting since very early, never having carried through any exposition until now, understanding to have fond the time to show some of his works and share them with others. The painting of Joma Sipe is based and is inspired in the Symbolist Movement of ends of the XXI Century, that had as main exponents Gustave Moreau, Fernand Khnopff, Arnold Backlin, Edward Burne-Jones, Walter Crane, Dante Gabriel Rossetti, among others,including Johfra. Joma Sipe is interested in the pure esoterism and all the art related with this movement, being all his art also influenced for the mystic aspects included in legends, myths and spirituality.




13.6.08

O CIPÓ DA ALMA AMAZÔNICA

Foto: Luis Eduardo Pomar

Moisés Diniz (Deputado
estadual/PC do B - Acre)

Ayahuasca é um termo de origem quéchua, que significa "vinho das
almas" ou "cipó dos mortos", designa o chá feito pelo cozimento de
duas plantas originárias da floresta amazônica: o cipó jagube ou
mariri (Banisteriopsis Caapi) e as folhas da rainha ou chacrona
(Psychotria Viridis). Aya quer dizer "pessoa morta, alma, espírito"
e waska significa "corda, cipó ou vinho". Assim a tradução, para o
português, seria algo como "corda dos mortos" ou "vinho dos mortos".
A ayahuasca serviu como base para o estabelecimento de diferentes
tradições espirituais por comunidades indígenas nos países amazônicos
desde tempos imemoriais. Os povos indígenas utilizaram a ayahuasca
como um elo imaterial com o divino que estava entre as árvores, os
lagos silenciosos, os igarapés. É que, para eles, a natureza possuía
alma e vontade própria. Povos indígenas do Brasil, Peru, Bolívia,
Colômbia e Equador, há quatro mil anos, utilizam a ayahuasca em
seus rituais sagrados, como o padre usa o vinho sacramental na Eucaristia
e os indígenas bebem o peyote nas cerimônias sincréticas da Igreja
Nativa Americana. O uso ritualístico da ayahuasca é bem mais antigo
que o consumo do saquê ou Ki, bebida sagrada do Xintoísmo, usada
a partir de 300 a.C, feito do arroz e fermentado pela saliva feminina,
sendo cuspida pelas jovens virgens em tachos. A mesma prática é realizada
pelas índias da Amazônia, quando produzem a caiçuma da mandioca,
bebida ritualística indígena fundamental na dança do mariri e no 'contato'
com os deuses da floresta assombrosa. As origens do uso da ayahuasca
nos países amazônicos remontam à Pré-história. Há evidências arqueológicas
através de potes e desenhos que nos levam a afirmar que o uso da ayahuasca
ocorra desde 2.000a.C. Somente os 'intelectuais de água salgada', que lêem
um tomo filosófico à tarde, bebem 'whisky' à noite e pegam sol pela manhã,
para levantar argumentações contra o uso espiritual da ayahuasca.
Não conhecem a força e a beleza da espiritualidade amazônica e indígena.
A utilização da ayahuasca pelo homem branco é uma acolhida da
espiritualidade das florestas tropicais, um banho de rio milenar e
sentimental do tempo em que os povos amazônicos viviam em
fraternidade econômica e religiosa. Os ataques ao uso ritualístico- religioso
da ayahuasca, como bebida sacramental, nos autoriza a afirmar que podem
estar nascendo interesses menos inocentes e mais poderosos do que uma simples
preocupação acadêmica com a utilização de substâncias psicoativas.
Nunca é bom esquecer que a ayahuasca é uma substância natural
exclusiva das florestas tropicais dos países amazônicos e pode
alimentar interesses econômicos relacionados a patentes e elevar a
cobiça sobre a nossa inestimável biodiversidade. A ayahuasca é uma
combinação química simples e ao mesmo tempo complexa, que envolve
um cipó e um arbusto endêmicos do imenso continente amazônico.
Simples porque a sua primitiva química material da floresta é realizada
por homens comuns, do pajé ao ayahuasqueiro dos templos amazônicos.
Complexa porque envolve a elevação de indicadores psico-sociais de
qualidade de vida e ajuda a atingir estados ampliados de consciência
dos usuários. Isso por si só já alça a ayahuasca a um patamar superior
no plano do controle científico dessas duas ervas milenares.
Assim, a ayahuasca ganha contornos políticos por envolver recursos
florísticos de inestimável valor psico-social e espiritual. Os seus
usuários consideram o "vinho das almas" como um instrumento
físico-espiritual que favorece a limpeza interior, a introspecção, o
autoconhecimento e a meditação. Utilizar ayahuasca aqui na Amazônia
é beber do próprio poço de nossa ancestralidade e da magia que representa
a nossa milenar resistência. Aqui na floresta, protegidos pelos entes fortes
de nossa religião animista e natural, nossos ancestrais não precisaram
"miscigenar" sua fé. Não foi necessário fazer como os negros escravos que
deram nomes de santos católicos aos seus deuses africanos. Nossos ancestrais
indígenas não precisaram batizar Iemanjá de Nossa Senhora ou Oxossi
de São Sebastião para se protegerem da fé unilateral do dono da terra.
É que entre nós a terra era de todos e o único dono era o senhor da
chuva, do orvalho e do sol. A beleza coletiva dos recursos naturais
era compartilhada por toda a aldeia, do curumim ao sábio ancião.
A ayahuasca era a essência espiritual dessa convivência material
fraterna e universal entre as árvores carinhosas, os riachos irmãos,
os pássaros cantores, os peixes, as larvas, os insetos, as flores. A
Ayahuasca ancestral era o elo entre a terra e o espírito.
Se não fosse uma erva espiritual e mágica, trazida pelas mãos
milenares dos povos indígenas amazônicos, ela não teria resistido ao
tempo. Por isso é natural que a ayahuasca atraia cada vez mais o
homem branco, esmagado pelo destrutivo modo de vida urbano, elitista,
ocidental, capitalista. A ayahuasca não é um chá que se consome como se
bebe um líquido ácido qualquer. O seu uso é espiritual e envolve aqueles
que o utilizam na mais límpida tradição de amar o próximo e reencontrar
os valores que perdemos na caminhada do planeta que se dividiu
em castas, cores, fronteiras e etnias. Não entrarei no debate acadêmico
sobre o uso de substâncias psicoativas por parte das religiões milenares,
das eras pré-colombianas aos templos dos tempos atuais. Não tenho
competência para debater os pontos de vista da medicina,
da psicologia ou da etnofarmacologia. Ficarei apenas com os resultados
do uso milenar da ayahuasca pelos povos indígenas. A milenar história
amazônica não registra casos de morte ou de seqüelas à saúde dos povos
indígena por terem utilizado a ayahuasca. Nenhum índio deu entrada
no hospital dos brancos ou foi curado pelos pajés. Aliás, as mulheres indígenas,
'apesar' de beberem a ayahuasca, não registram nenhum caso de câncer
de mama. A ayahuasca não é "taliban", seus usuários não se constituem em
nenhuma seita, eles não são fanáticos, não há um único caso de morte
ou de castigo físico que tenha sido resultado do seu consumo ritualístico.
O uso ritualístico da ayahuasca não provoca transes místicos ou de
possessão. Ela não age no organismo como a antiga bebida hindu,
denominada soma, que se divinizou por afastar o sofrimento,
embriagando e elevando as forças vitais. Depois de 4.000 anos de uso sagrado
e ritualístico da ayahuasca os estudiosos da civilização ocidental erguem
argumentos anêmicos e endêmicos de uma sociedade que tem medo do
contato' aberto do homem com a natureza. É que eles têm medo da relação
amorosa entre o indivíduo e a natureza com os seus elementos poderosos
e coletivos. Os sábios e avançados incas utilizaram a ayahuasca para consolidar-se
como povo, como nação e para ajudar no florescimento da cultura, da matemática,
da agricultura e da astronomia. Não é qualquer planta ou cipó que faz um povo,
uma história milenar, uma religião. Só não puderam utilizar a sagrada
ayahuasca para produzir metálicos fuzis, pois se assim fosse, não teriam sido
dizimados pelos invasores espanhóis. Pizarro não consumiu o "cipó dos mortos",
por isso dizimou tantos guerreiros, mulheres índias, donzelas, pajés, curumins.
A ayahuasca resistiu, venceu os invasores e as suas crenças unilaterais,
atravessou os séculos, os milênios, unificou as milenares gerações indígenas
e suavizou a dor 'civilizatória' das eras pós-colombianas.
Quando o Acre propôs, sob a iniciativa da deputada Perpétua Almeida,
que o uso ritualístico da ayahuasca fosse considerado patrimônio
cultural imaterial é porque ninguém mata uma alma, ninguém prende um
sentimento, ninguém aniquila uma vontade, ninguém encarcera uma
opinião, ninguém enclausura uma fé. A ayahuasca é diferente de outras religiões,
que nascem de visões, contatos divinos, que têm origem na cosmologia do céu
para a terra. A Ayahuasca é a religião da terra para o céu, da matéria eterna e
natural para o infinito do sonho humano, a religião natural.Uma verdadeira
e única religião do Brasil, aliás, uma colossal e genuína religião amazônica!
Combatê-la é bizarra síndrome de colonizador!

6.6.08

Viva Verde Fundição

Um Dia de Ação e Festa do Ambiente e Cultura


Programação do Viva Verde Fundição - Espaço Atmosfera, dia
7 de junho com horários de realização de cada atividade

14:00h - Abertura - lavagem e bênção pelo pároco da Catedral, da
Imagem de São Sebastião que durante17 anos protegeu o palco do Circo
Voador original e protege a Fundição Progresso desde 1999.

Mercado Justo e Solidário - artes indígena e popular de todo Brasil
que acontecerá durante todo o evento.

15:00h - Oficina de horta e jardim, iniciando a interferência no
ambiente do terraço da Fundição. Secretaria de Agricultura de
Paracambi_Projeto Florescer;

15:00h - Um tapete cheio de Histórias – Claudiana Cotrim

15:00h às 16:00h - Ciclo cultura – Oficina de mobilidade e
ambiente_Transporte Ativo
. Coordenador: José Lobo.

15:00h às 16:00h - Trocas Verdes (produtos e serviços) _ICV-Brasil.
Coordenadoras: Renata Moraes e Isabella Vargas.
Mesas: Infantil; Jovem; Adulto; livros, CDs e DVDs.
Sobre as trocas Verdes acesse

16 às 19:00h - Oficina de Vídeo animação – Animambembe

16:00h - oficina-vivência: "A energia do Tai Ji Chuan" de
aproximadamente 40 minutos, seguido de uma demonstração de cerca de 10
minutos_Grupo ToTao Cordenadora: Chang Whan.

16:00h - Vivência Reconectando com a Mãe Terra: A Sabedoria da Tribo
FULNI-Ô. Coordenadora: Catarina Peixoto

16:30h - Oficina de Contação de Histórias. Claudiana Cotrim

16:30h – Oficina de Passes Mágicos – Prática de Tensegridade – Nelson Neraiel

16:30h – Demonstração de Jogos de Tabuleiro_Riachuelo Games.
Coordenador: Antônio Marcelo.

17:00h - Tapete de Histórias dos Índios do Rio de Janeiro - a Canoa do
Tempo. Alunos da Escola de Teatro do CETEP Quintino (FAETEC) em
parceria com Pró Índio (UERJ). Coordenadora: Ananda Machado.

17:00h - Apresentação do projeto "Rotas do Brasil"
e a próxima viagem. Coordenador: Roberto
Dias

Das 17 às 19:00h – Massagem (shiatsu e crânio sacral). Deolinda Carvalho

17:30h – Performance com Teatro de Sombras: Soltando os Bichos.
Coordenadora: Ananda Machado

19:00h - Acrobacia Aérea – Fernanda Ledesma

Encerramento as 20:00h com Loving Jah, muito reggae

Palestras iniciando às 15:00h com duração de 30 minutos

15:00h
*Palestra Técnicas Interativas de Criatividade. Junyor Palhares
* Apresentação da proposta pedagógica da Escola de Jongo. Marisa Silva
*Palestra sobre manutenção e montagem de computador. Abner Feital_PC-Vida

15:30h
*Palestra Etnicidade Negra e o Meio Ambiente", Alexandre Nascimento

*Palestra Jogos e desenvolvimento da cidadania. Antônio Marcelo_Riachuelo Games

16:00h
* Palestra sobre O Bicho Lixo: Narrativas Orais Guarani, Teatro de
Bonecos e Meio Ambiente
* Palestra sobre Ecologia Interior e Reciclagente. Renata Moraes

16:30h
*Palestra Caminhadas Ecológicas e nossos passos sobre a Terra.
Isabella Vargas_ICV-Brasil/Programa Converdgencia
* Função dos Projetos nas Ações do Terceiro Setor_Moni Abreu

17:00h
* Palestra sobre Consumo Consciente. Bianca Carvalho/Instituto Teia de Gaia.
* Novas perspectivas sobre o Aquecimento Global_Cosme Aristides

17:30h
* Palestra "Tente frear a mudança climática - ou aprenda a sobreviver
a ela"_Fernando Aglio.
* Ecologia Social e Sustentabilidade_Celso Sanches/Bioética

18:00h Plenária de Fechamento: "Percepção e Construção de Ressonâncias
para um Ambiente Harmônico ", com objetivo de discutir propostas
convergentes entre os participantes. Mediador - Glaucio Costa

Participe!!

Consulte a programação completa no site
Nos vemos lá!