2.7.07

Findhorn registra baixa recorde de "pegada ecológica"

Casas com eficiência energética e sustentáveis. Fotos: Leylah Navarro Lins

Findhorn é uma comunidade espiritual composta de cerca de 400 pessoas e espalhada em torno da baía de Findhorn, ao norte da Escócia. Fundada em 1962 por Peter e Eileen Caddy e Dorothy Maclean, a comunidade tornou-se conhecida pelo seu trabalho com as plantas e a comunicação com os reinos naturais. A ecovila da comunidade, entre todas as comunidades do mundo industrializado, registrou baixa recorde da "pegada ecológica". A pegada ecológica é uma ferramenta que mede o consumo de recursos e a criação de resíduos ou de lixo, cada vez mais indispensável ao mundo de hoje em que a eficiência energética e a sustentabilidade são fundamentais no esforço para combater as alterações climáticas. A pegada ecológica da ecovila é pouco mais que a metade da média nacional britânica, o que significa que um morador de lá consome apenas a metade dos recursos e gera a metade dos resíduos ou do lixo que a média dos cidadãos do Reino Unido. O estudo foi desenvolvido pela GEN-Europe (Global Ecovillage Network, a Rede Global de Ecovilas), em colaboração técnica com o Instituto Ambientalista de Stockholm, baseado na Universidade de York. Isto se deu porque um grande número de pessoas na comunidade se alimenta de produtos orgânicos e cultivados no local, além de muitos moradores viverem em casas eficientes em energia e isso faz a grande diferença na pegada ecológica.
A comunidade tem quatro turbinas eólicas em funcionamento. Esses moinhos de vento fornecem não apenas a eletricidade que precisam, mas também, com a abundância de ventos que a região possui , se tornaram exportadores de energia. Outro fator importante é o compartilhamento de facilidades e recursos, como por exemplo o refeitório comunitário, que registrou uma pegada ecológica de consumo de 46% da média nacional. Um alto índice de empregos na própria ecovila reduziu drasticamente a necessidade de deslocamentos – os deslocamentos dos moradores da ecovila por carro ou trem são apenas 5% e 40%, respectivamente, da média nacional. A partir deste estudo, pode-se concluir que é possível reduzir significativamente o consumo de recursos mantendo uma alta qualidade de vida.
Dados extraídos da Fundação Gaya.

Casas da comunidade Fotos: Leylah Navarro Lins

Comemoração do Solstício de Verão de 2007



Casas estilo "hobbits"

Vila pesqueira de Findhorn


Estufa

Canteiros em forma de mandalas

1.7.07

Nossa Senhora de Guadalupe de Salvador Dali

A Virgem de Guadalupe



Texto Canônico de Valdis Grinsteins

No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra. Juan Diego transmitiu o pedido, e o bispo exigiu alguma prova de que efetivamente a Virgem aparecera. Recebendo de Juan Diego o pedido, Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo. Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto. Muito resumidamente, esta é a história, que foi registrada em documento escrito. Se ficasse só nisso, facilmente poderiam os céticos dizer que é só história, nada há de científico.
Os problemas para eles começam com o fato de ter-se conservado o manto de Juan Diego, no qual está impressa até hoje a imagem. Esse tipo de manto, conhecido no México como tilma, é feito de tecido grosseiro, e deveria ter-se desfeito há muito tempo. No século XVIII, pessoas piedosas decidiram fazer uma cópia da imagem, a mais fidedigna possível. Teceram uma tilma idêntica, com as mesmas fibras de maguey da original. Apesar de todo o cuidado, a tilma se desfez em quinze anos. O manto de Guadalupe tem hoje 475 anos, portanto nada deveria restar dele.
Uma vez que o manto (ou tilma) existe, é possível estudá-lo a fim de definir, por exemplo, o método usado para se imprimir nele a imagem. Comecemos pela pintura. Em 1936, o bispo da cidade do México pediu ao Dr. Richard Kuhn que analisasse três fibras do manto, para descobrir qual o material utilizado na pintura. Para surpresa de todos, o cientista constatou que as tintas não têm origem vegetal, nem mineral, nem animal, nem de algum dos 111 elementos conhecidos. “Erro do cientista” — poderia objetar algum cético. Difícil, pois o Dr. Kuhn foi prêmio Nobel de Química em 1938. Além do mais, ele não era católico, mas de origem judia, o que exclui parti-pris religioso.
No dia 7 de maio de 1979 o prof. Phillip Serna Callahan, biofísico da Universidade da Flórida, junto com especialistas da NASA, analisou a imagem. Desejavam verificar se a imagem é uma fotografia. Resultou que não é fotografia, pois não há impressão no tecido. Eles fizeram mais de 40 fotografias infravermelhas para verificar como é a pintura. E constataram que a imagem não está colada ao manto, mas se encontra 3 décimos de milímetro distante da tilma. Para os céticos, outra complicação: verificaram que, ao aproximar os olhos a menos de 10 cm da tilma, não se vê a imagem ou as cores dela, mas só as fibras do manto. Convém ter em conta que ao longo dos tempos foram pintadas no manto outras figuras. Estas vão se transformando em manchas ou desaparecem. No caso delas, o material e as técnicas utilizadas são fáceis de determinar, o que não acontece com a imagem de Nossa Senhora.

Os olhos da imagem

Talvez o que mais intriga os cientistas sobre o manto de Nossa Senhora de Guadalupe são os olhos dela. Com efeito, desde que em 1929 o fotógrafo Alfonso Marcué Gonzalez descobriu uma figura minúscula no olho direito, não cessam de aparecer as surpresas. Devemos primeiro ter em vista que os olhos da imagem são muito pequenos, e as pupilas deles, naturalmente ainda menores. Nessa superfície de apenas 8 milímetros de diâmetro aparecem nada menos de 13 figuras! O cientista José Aste Tonsmann, engenheiro de sistemas da Universidade de Cornell e especialista da IBM no processamento digital de imagens, dá três motivos pelos quais essas imagens não podem ser obra humana:
• Primeiro, porque elas não são visíveis para o olho humano, salvo a figura maior, de um espanhol. Ninguém poderia pintar silhuetas tão pequenas;
• Em segundo lugar, não se consegue averiguar quais materiais foram utilizados para formar as figuras. Toda a imagem da Virgem não está pintada, e ninguém sabe como foi estampada no manto de Juan Diego;
• Em terceiro lugar, as treze figuras se repetem nos dois olhos. E o tamanho de cada uma delas depende da distância do personagem em relação ao olho esquerdo ou direito da Virgem. Esse engenheiro ficou seriamente comovido ao descobrir que, assim como os olhos da Virgem refletem as pessoas diante dela, os olhos de uma das figuras refletidas, a do bispo Zumárraga, refletem por sua vez a figura do índio Juan Diego abrindo sua tilma e mostrando a imagem da Virgem. Qual o tamanho desta imagem? Um quarto de mícron, ou seja, um milímetro dividido em quatro milhões de vezes. Quem poderia pintar uma figura de tamanho tão microscópico? Mais ainda, no século XVI...

Tentativa de apagar o milagre

O anarquista espanhol Luciano Perez no dia 14 de novembro de 1921 colocou ao lado da imagem um arranjo de flores, dentro do qual havia dissimulado uma potente bomba. Ao explodir, tudo o que estava perto ficou seriamente danificado. Uma cruz metálica, que ficou dobrada, hoje se conserva no templo como testemunha do poder da bomba. Mas a imagem da Virgem não sofreu dano algum. E ainda ela está hoje ali, no templo construído em sua honra...

26.6.07

Noite de São João no Céu do Planalto.
Pintura de Gervásio / Foto: Lou Gold
Lou Gold

25.6.07

Ovelhas de São João

Documentário realizado na Vila Céu do Mapiá, comunidade daimista na Amazônia. O vídeo chama a atenção pelos belos depoimentos de antigos moradores falando sobre seus encontros com a espiritualidade e com o Padrinho Sebastião, fundador da comunidade. Edição e imagens: André Pupo 2005/2006

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

PARTE 4

23.6.07

Raphael Sanzio

As madonas de Raphael Sanzio tem o poder de elevar a alma daqueles que as olham. São obras de arte com poderes curativos.

21.6.07

Raphael Sanzio

...Estamos vivendo em um tempo de retorno do Cristo, só que ele não vem no espaço e encarnado, tal como vivera outrora na Palestina, mas ele quer aparecer nas próprias almas humanas. Estas aliás, hoje estão muito atarefadas e sempre "ocupadas". Por isso faz parte da nossa mudança de sentido atual, criarmos espaço em nossas almas para aquele que está vindo. O espaço anímico pode ser entendido como consciência. Neste caso, portanto, como consciência vigilante. Não que não estivéssemos despertos as nossas tarefas diárias! Esse estado de vigília não devemos perder. Mas estamos dormindo em vista dos fatos que partem dos Reinos dos Céus...
Trecho do texto de Gerhart Palmer

20.6.07

Sebastian

Chuck Close

O Batismo de João

...Os batizados vinham a ser submersos na água. Aí comparecia a eles, isso que sempre comparece quando o homem através de algo qualquer recebe aquele choque, que ele pode receber por qualquer ameaça de morte, como por exemplo, quando ele cai na água e está próximo do afogamento, ou quando ele despenca do alto de uma montanha. Aí sombrevem um afrouxamento das forças de vida. As forças de vida saem parcialmente do corpo físico, e a consequência é que comparece algo que sobrevem quando morremos: uma espécie de retrospectiva sobre a nossa última vida. Isto é um fato conhecido, que frequentemente vem a ser descrito, também por pensadores materialistas do presente. Algo parecido acontecia no batismo de João. As pessoas eram mergulhadas sob a água. Isso não era um batismo como hoje ele é usual, porém por meio do Batismo de João vinha a ser efetuado, que o corpo de forças vitais dos homens se afrouxasse e que as pessoas vissem mais do que elas podiam conceber com a inteligência habitual. Elas viam a sua vida no espírito. Também elas viam isso, que João Batista ensinava: que o tempo antigo está cumprido e que um novo tempo precisaria começar. A humanidade chegou a um ponto de virada na evolução: o que os homens desde longos tempos estiveram vivendo numa alma de grupo (alma de povo) está na completa extinção. Por isso, o Batismo de João trazia um novo impulso, novas qualidades precisariam vir para a humanidade. Isto era o Batismo de João, uma coisa de reconhecença. "Mudai o sentido, não mais dirigis o olhar meramente para trás...", porém olhai lá sobre algo diverso: o Deus, que se pode revelar em cada humano EU, chegou perto pra cá; os reinos do divinal vieram chegando aqui perto. Isso o Batista
não somente apregoava, isso ele os fazia reconhecer, quando ele lhes deixava vir a ser participado o batismo no Rio de Jordão...
Extraído do "O Evangelho de Marcos" de Rudolf Steiner

Pensamentos de São João 2

Bosch

Quem se esforça para transformar seu sentido, necessita de rigor consigo mesmo. Algo de rigor e da aspereza se expressa na imagem que os evangelhos nos transmite na pessoa de João Batista, o anunciador da mudança de sentido, da transformação. Seu exemplo nos mostra que é preciso haver perseverança, persistência interior em relação ao que nos propusemos, para produzir transformações nas camadas mais profundas do nosso ser. Mas poderemos observar que muitas pessoas são rigorosas para receberem olhares de admiração ou parecerem superiores. Quem desse modo é rigoroso consigo mesmo, fará a experiência de que está facilmente exposto de super intensificar o rigor e endurecer interiormente, tornar-se fanático, olhar com menosprezo para as pessoas que não trabalham em si mesmas tão rigorosamente. Se olharmos com atenção para a pessoa de João Batista podemos ver um segundo elemento: a alegria. A festa de São João comemorada no solstício de inverno é expressa com muita alegria. "Muitos se alegrarão com seu nascimento", assim disse o anjo aos pais de João Batista, "pois ele será grande..." Grandeza humana é o que resulta onde um homem muda seu sentido de tal modo, que não mais se empenha na satisfação de seus próprios interesses mesquinhos, mas tem em mira o bem do todo.
Resumo do texto de Friedrich Schmidt- Hieber

Assis

Pensamentos de São João 1

João Batista adverte os saduceus quanto a hereditariedade afirmando que a descendência não salvaria suas almas. Só através do esforço próprio poderia se alcançar a salvação. Isto é dito, pois naquela época, muitos descendentes de Abrãao, já se consideravam salvos. João também se dirije contra os outros 2 grupos que marcavam a vida social-religiosa da época. De um lado os fariseus, que achavam que o inflamado zelo de obedecerem as leis ao pé da letra os tornavam melhores e garantidos. Do outro, os essênios cuja a certeza da salvação era documentada por sua presunção de, repetidamente se lavando, se afastavam elitisticamente do mundo. À todos esses João diz: "Mudai vossos sentido, convertei vosso coração , porque agora o machado está posto à raiz das árvores."

Leonardo Da Vince

15.6.07

Foto: Luis Eduardo Pomar

Como barcos parados nos portos, "a filosofia moderna é um pensar que ninguém procura ou compreende e uma necessidade científica que a ninguém satisfaz", segundo R.Steiner.

Medicina da Floresta, Mapiá - AM

Fotos: Luis Eduardo Pomar


Através da observação das plantas e do contato com a sabedoria do povo caboclo amazônico, a Professora Maria Alice Freire desenvolve o projeto da Medicina da Floresta na Comunidade do Céu do Mapiá e região do Vale do Juruá. Hoje o projeto integra e capacita muitas pessoas e resgata valores dos povos da floresta.






14.6.07

Horizonte Amplo

Fotos: Luis Eduardo Pomar








Desde o início da civilização, o ser humano sempre teve um a tendência a atingir pontos distantes, migrar, viajar, subir montanhas e cruzar vales. No princípio, as intenções principais eram de sobrevivência, mas certamente muitos já atingiam cumes e locais ermos pelo simples prazer de estar lá, onde poucos estão, onde o horizonte é mais amplo. No século XV, na Europa, começaram a acontecer algumas escaladas mais ousadas. Tem destaque a difícil ascensão do Monte Aiguille, na França, em 1492, por Antoine Ville. O feito causou muita confusão na época, porque acreditava-se que dragões e monstros viviam nos cumes das montanhas e que estes deveriam ser deixados em paz. Um grande intervalo se deu, com poucas atividades de expressão sobre as culminâncias alpinas, até a grande conquista do médico francês Michel Gabriel Paccard em 1786. Motivado por um prêmio oferecido por Horace Benedict de Saussure, Paccard e o garimpeiro Jacques Balmat conseguiram atingir o maior cume da Europa Ocidental, o Mont Blanc (4.807m). A partir daí, o interesse pelos cumes alpinos aumentou e vários deles foram vencidos. Na maioria dos casos, porém, o interesse era científico. Em 1987, o alpinista Alexandre Mazzacaro e eu, quisemos ver horizontes mais amplos...

Johann Wolfgang Goethe (1749-1832)

O alemão Johann Wolfgang Goethe (1749-1832) viveu 83 anos numa época em que o homem dificilmente passava dos 40. Nascido no país vizinho da Revolução francesa, assistiu um novo mundo surgir com a revolução industrial e a concretização do pensamento iluminista que dava nova direção ao mundo daquela época. Por sua obra literária se tornou celebridade mundial e é considerado um dos maiores poetas e dramaturgos de todos os tempos. O que era impressionante era que também se tornou um grande cientista e chegou a dar mais importância às suas investigações da natureza do que à criação literária. Ele realizou pesquisas em campos tão variados como a óptica, a geologia, a mineralogia, a botânica e a zoologia. Fez descobertas importantes, como a do osso intermaxilar no crânio humano. E elaborou uma teoria das cores alternativa à do grande físico inglês Isaac Newton. Mais significativa do que essas realizações isoladas, porém, foi sua visão da natureza. Divergindo das idéias científicas da época, Goethe a concebeu como uma totalidade orgânica e viva, em profunda conexão com o mundo espiritual, e não um mecanismo frio e sem alma, constituído apenas por matéria em movimento.


Foto: Luis Eduardo Pomar

A ciência de Goethe se esforça e trabalha para representar o infinito no finito.

O método cognitivo de Goethe

Foto: Luis Eduardo Pomar

"SE O OLHO NÃO TIVESSE SOL
COMO VERÍAMOS A LUZ?
SEM A FORÇA DE DEUS VIVENDO EM NÓS
COMO O DIVINO NOS SEDUZ?"
Goethe

Copérnico abalou o mundo afirmando que a Terra era quem girava em torno do Sol, e que aquilo que parecia a todos, não era a realidade. Descartes afirmou então que não deveríamos acreditar nas manifestações sensoriais, pra ele talvez tudo fosse irreal, Kant por sua vez afirmou que o desenvolver e felicidade humana estariam ligados ao intelecto, ao racional, Goethe propôs um caminho alternativo, reconhecendo a unidade em tudo ao invés da uniformidade. Goethe confiava na interação do mundo e na intuição na ciência. A arte deveria ser filosófica enquanto a ciência
deveria ser artística. Seu pensamento foi em parte aceito pelos filósofos e cientista modernos, mas o supra-físico reconhecido por Goethe fez com que fosse chamado de romântico. Rudolf Steiner observa que Goethe e Nietzsche se assemelhavam entre si quando reconheciam que o pensamento dos filósofos modernistas havia matado o Deus no pensamento das pessoas. Isso se deu quando Nietzsche disse: "Deus está morto"; para Goethe, uma nova "forma" de pensar do homem ressussitaria Deus nos homens. Assim ele fazia da sua observação filosófica-científica uma poesia. Era preciso interagir: "O mundo cresce e eu cresço com o mundo." e propôs uma integração entre a ciência e a meta-física.

6.6.07

Andy Goldsworthy


Esse é o cara! Pra mim um dos maiores artistas da atualidade, o britânico Andy Goldsworthy cria suas obras à céu aberto com elementos que encontra na natureza. Sua arte é viva. Usa a força das marés, a corrente dos rios, as pedras, folhas e o gelo e percebe o efeito do tempo em suas obras. Além de escultor, é ambientalista e fotógrafo. De acordo com Andy "-Cada obra surge, se mantêm, e se destrói - sempre é mostrado nas fotos o momento mais vivo da obra, sendo que fica implícito que aquela obra irá se desintegrar."




2.6.07

Ayahuasca Vision

Nisvan

Retorno ao Paraíso

Ernst Fuchs

O pecado original se deu, quando o homem afastado dos ritmos da natureza, e dono de seu agir e livre arbítrio, começou o processo de violentar a Mãe Terra (símbolo da maçã mordida) através do egoísmo (pecado). O Paraíso pode ser comparado aos mundos celestes. Tudo é harmonia. Ao mesmo tempo a natureza é harmonia. O homem deixou de ser natural e celeste, para vir habitar no mundo da causa e efeito, para dar cumprimento à sua própria evolução. Através do fruto da árvore do conhecimento, ele pode moldar seu espírito através de erros e acertos, e chegar à reais conclusões. Através da experiência do mundo terreno e da capacidade de orientar o seu destino por forças cognitivas, o homem esforça-se para polir seu espírito. Vislumbra então o retorno ao paraíso. Como na parábola do "Filho Pródigo", retorna à casa do Pai regenerado e um grande banquete é oferecido por sua volta. Agora, esse novo Adão não volta mais ao mesmo ponto de saída, e sim um degrau à cima.

1.6.07

Ernst Fuchs




"Art and humanity form a unity revealing the identity of man being created in the image of God – and only man received the gift to create." Ernst Fuchs