
Olena Kormuhina
Comunidades e Pensamentos Alternativos ...... Communities and Alternative Thoughts
Taquiprati – Diário do Amazonas
José R. Bessa Freire – 03/10/2009
Escrevo de Rio Branco. Vim ministrar a conferência de abertura do seminário “A Historiografia Amazônica em Debate” organizado pelo Grupo de Pesquisa Gaia da Universidade Federal do Acre (UFAC). Aqui tenho uma penca de ex-alunos. Alguns são índios: Isaac Ashaninka, Norberto Kaxinawá, Adaizo Yawanawá. Outros não. É o caso do atual governador do Acre Binho Marques e da senadora Marina Silva. Dei aula para ambos, em 1986, na Pós-graduação de História Social e Econômica da Amazônia.
- “Qual dos dois foi melhor aluno?” – me pergunta o entrevistador Alan Rick, num programa local da TV Gazeta. Demoro a responder. Estou desconcentrado. É que não consigo desviar os olhos do topete dele. Os fios de seus cabelos penteados para trás guardam distância simétrica um do outro e estão cimentados por um irremovível laquê, que nenhum tufão consegue despentear. Mistura de Elvis Presley com Silvio Santos. Enquanto penso que essa tribo da televisão é bizarra, a entrevista prossegue.
- Você vota na Marina para presidente da República? – ele quer saber.
Lembrei, então, que um amigo antropólogo de São Paulo me fez a mesma pergunta, só que conjugando um novo verbo: - “Você ‘marinou’?”. Na realidade, ‘marinei’. Por isso, toma cuidado com o que eu escrevo, leitor (a). Esse que vos fala não é um locutor ‘imparcial’, mas alguém que vestiu a camisa ‘Marina presidente’. Por quê? Ora, por causa das pererecas.
Motel de perereca
Lá, no Rio, em 1965, os biólogos localizaram aPhysalaemus soaresi - uma perereca de 2 cm que não existe em nenhum outro lugar do planeta, só no brejo da reserva da Floresta Nacional, próximo à rodovia Presidente Dutra. Acontece que máquinas gigantescas, tratores, caminhões e escavadeiras invadiram o brejo para construir o Arco Metropolitano, uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), orçada em 1 bilhão de reais.
O Arco, que vai permitir chegar ao Porto de Itaguaí através de 80 km de asfalto, ameaça extinguir essa espécie rara da família Leptodactylidae, uma família humilde, mas honrada, que está para o mundo dos batráquios, assim como a família Silva está para os brasileiros. Os operários da obra deram-lhe o nome de ‘Norminha’, personagem fogosa da Dira Paes na telenovela “Caminho das Índias”. Norminha Leptodactylidae.
- “Se não parar a obra, a família inteirinha desaparece do mapa” - alertaram os administradores da floresta. Mas os engenheiros da Secretaria Estadual de Obras retrucaram: - “Então, leva a perereca pra outro lugar, porque o PAC não pode parar”. O vice-governador do Rio, Luiz Pezão, ironizou com uma provocação boçalóide: “Se é para não atrapalhar o namoro de perereca, então vamos fechar toda a via Dutra”.
Foi quando entrou em campo Carlos Minc, o cupido das pererecas, que discordou. Na qualidade de ministro do Meio Ambiente, propôs a construção de uma espécie de motel, onde elas possam se reproduzir, o que desagradou a gregos e baianos. Uns acham que a proposta do Minc – erguer um muro com placas de metal separando o brejo do canteiro de obras – não é bem um motel, mas um ‘pererecaduto’, nocivo aos batráquios. Outros crêem que não vale a pena encarecer o custo da obra por motivo que consideram fútil.
A situação se complicou ainda mais, quando o biólogo Sérgio Potsch, responsável pelo laboratório de répteis e anfíbios da UFRJ e especialista em girinos, informou que o brejo abriga uma espécie rara de peixe – o Notholebias Minimus – que também não existe em nenhum outro lugar do mundo. O certo é que a obra do Arco Metropolitano foi paralisada, enquanto os técnicos discutem o que fazer.
O cu da formiga
Eis o que eu queria dizer: se não houvesse a possível candidatura de Marina da Silva, o discurso dominante seria o de Lula da Silva e ‘Norminha’ já estaria mortinha da silva. Que discurso é esse? Meses atrás, Lula debochou de uma perereca gaúcha, responsabilizando- a pelo atraso em mais de meio ano na construção de um viaduto da BR-101. Fez discurso similar em relação ao bagre, que pode ser prejudicado pela hidrelétrica do Rio Madeira. Agora, o papo mudou.
Bastou a presença da Marina no cenário político nacional para obrigar os demais candidatos e os poderes públicos a incorporarem as questões de sustentabilidade ambiental em seus discursos. Marina está convicta de que as necessidades da atual geração podem ser satisfeitas sem sacrificar as gerações futuras, sem saqueio ou predação. Isso é sustentabilidade.
É muita burrice eliminar uma espécie animal ou vegetal em troca de uma estrada ou de uma hidrelétrica, porque existem técnicas e saberes diversificados para construir obras, mas até hoje não foi inventada uma forma de recriar uma espécie que desapareceu. O grande problema ambiental é esse: a ignorância e a desinformação e não o desmatamento, a queimada, as estradas, que já são frutos da boçalidade.
Tem gente que acha um absurdo que uma “pererequinha de merda”, de dois cm, atrase uma obra de 1 bilhão de reais. Mas o poeta Manoel de Barros tem razão quando diz que “o cu de uma formiga é muito mais importante do que uma Usina Nuclear”, e que não precisou ler os teólogos e os sábios para chegar a Deus. “As formigas me mostraram Ele”, escreveu o poeta, doutor em formigologia. Para a vida verdadeira, o cu da formiga, a cabeça do bagre e a perereca são tão imprescindíveis quanto uma estrada.
Não importa o que Marina pensa sobre o aborto, nem suas convicções religiosas sobre a criação do mundo. O que importa é que, por causa dela, dona Dilma, seu Serra, seu Ciro e qualquer outro candidato vão ser obrigados a discutir seriamente a questão ambiental e a sustentabilidade. Marina sabe que estradas e hidrelétricas são necessárias, mas podem ser construídas sem destruir o planeta. Acena poeticamente para a utopia e mostra que o valor das coisas depende da capacidade que temos de nos encantar por elas.
Marina me representa, hoje, tão visceralmente quanto o Lula em eleições passadas. Simboliza a inteligência, a sensibilidade, o compromisso com os indefesos, os fracos, os pequenos, o planeta, amama pacha.. Por isso, marinei. Ela terá militantes entusiasmados ao seu lado, porque é capaz de empolgá-los, coisa que duvido dona Dilma fará. De-u-du-vê-i- vi-de-o-dó macaxeira mocotó! Foi mais ou menos isso que disse ao jornalista Altino Machado, caminhando ontem com ele pelas ruas de Rio Branco. Nós todos, que amamos as pererecas e a vida, marinamos.
By Jonathan Wheatley in Sao Paulo
Published: October 5 2009 18:47 | Last updated: October 5 2009 18:47
Jonathan Wheatley, the FT’s Brazil correspondent, interviewed Marina Silva in her office in Brazil’s Senate on September 18. Ms Silva, who was elected to the Senate for the first time in 1994, was Brazil’s environment minister between January 2003 and May 2008, when she left in frustration at what she saw as the failure of other ministries to give due concern to environmental issues. She was a founder member in 1980 of President Luiz Inácio Lula da Silva’s leftwing Workers’ Party (PT) but left the party in August this year at the height of a corruption scandal involving José Sarney, president of the Senate, after Mr Lula da Silva threw his support behind Mr Sarney, a former political adversary. She has since joined the Green Party and is widely expected to run as its candidate in presidential elections next October.
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Yggdrasil, mitologia nórdica. Arte de Clare JonesYggdrasil (nórdico antigo: Yggdrasill) é uma árvore colossal (algumas fontes dizem que é um freixo, outras que é um teixo), na mitologia nórdica, que era o eixo do mundo.
Localizada no centro do universo ligava os nove mundos da cosmologia nórdica, cujas raízes mais profundas estão situadas em Niflheim, fincavam os mundos subterrâneos; o tronco era Midgard, ou seja, o mundo material dos homens; a parte mais alta, que se dizia tocar o Sol e a Lua, chamava-se Asgard (a cidade dourada), a terra dos deuses, e Valhala, o local onde os guerreiros vikings eram recebidos após terem morrido, com honra, em batalha.
Conta-se que nas frutas de Yggdrasil estão as respostas das grandes perguntas da humanidade. Por esse motivo ela sempre é guardada por uma centúria de valquírias, denominadas protetoras, e somente os deuses podem visitá-la. Nas lendas nórdicas, dizia-se que as folhas de Yggdrasil podiam trazer pessoas de volta a vida e apenas um de seus frutos, curaria qualquer doença.
Fonte: Wikipidia
Árvore da Vida, Laila Spinoza
Árvore da Vida, Richard Quinn
Árvore da Vida Céltica, artista desconhecidoO Freixo - ou a Árvore sagrada de Yggdrasil
Nas tradições místico-religiosas escandinavas, o freixo Yggdrasil é, por excelência, um símbolo da imortalidade e da ligação entre os três mundos, tanto no Macro como no Microcosmo. Os deuses construtores e guias da humanidade reúnem-se aos pés de Yggdrasil, receptando as gotas de orvalho que brotam do seu topo (o topo do mundo) e promanam a alegria, a fecundidade e a justiça. A sua fronde está eternamente verdescente pois ele retira a sua inesgotável energia da fonte Urd, de cujas águas surgiu o universo. Esta Árvore secará e consumir-se-á apenas no dia em que for travada a última Batalha entre o Bem e o Mal e o primeiro prevalecer, fazendo que a vida, o tempo e o espaço se recolham (no seu periódico acolher) no Seio do Absoluto.
O freixo, de cuja madeira se faziam as hastes das lanças, representa também a própria lança erecta, que rasga o solo, e é veículo de contacto entre o contínuo fluir divino e a recepção terreal 13.
Esta Árvore Sagrada da mitologia dos povos do Norte é, porém, idêntica a outras, de diferentes tradições, no seu profundo e sugestivo simbolismo: a “Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal” - lado-a-lado com a “Árvore da Vida” - do Jardim do Éden, na tradição judaico-cristã 14; a Árvore Boddhi (ou Árvore Bo, ou a “Ashvatha”) sob a qual Gautama, o Buda, alcançou a Iluminação; a “Pippala”, Árvore do Conhecimento dos Parsis (idêntica à arvore Bo), cujo fruto haoma é, também, o fruto proibido; a Arasa Maram, a Árvore sagrada do Conhecimento, no hinduísmo; as muitas “Árvores da Vida”, como é o caso da cabalística, emblema sacratíssimo do esoterismo Judeu; a “Asherah” assíria; a “Ished” egípcia; o “Palâza (Butea frondosa), de folha tripla, que era um símbolo da essência tripla do Universo: Espírito, Alma e Matéria ou Corpo; a Kian-Mu chinesa, idêntica à Yggdrasil; o Himorogi japonês, etc 15. Tal como no jardim do Éden, temos representadas no homem ambas as Árvores: a da Vida e a da Ciência do Bem e do Mal. A primeira, invertida, no nosso sistema respiratório (brônquios e pulmões) e, a “Norte” 14, a segunda, nas ramificações do sistema cerebral.
Assinalamos um sugestivo “pormenor”: de numerosas variedades de Freixos é exsudada uma substância alimentícia, e com propriedades medicinais e purgativas, denominada maná (do hebreu, manã). Não podemos furtar-nos à memória do episódio mítico do “maná caído no deserto e salvador do povo faminto de Israel, rumo à Terra Prometida”. Nele vemos a alusão ao alimento do Céu superior ou do Manas Superior. Esse Maná é, de facto, libertador… E estamos em crer que, tenha sido tão somente um fluido espiritual ou tenha sido a substância nectarina que promana de muitos dos Freixos, o seu nome, pelos seus místicos efeitos, deve-se à conotação com o Manas sânscrito (a Razão Intelectual, a Mente - justamente, o que confere ao Homem a sua condição de humanidade).
Na Índia, o freixo cresce unicamente nos Himalaias mas apenas acima dos 1300 metros. Dele (Fraxinus Excelsior) se extrai o maná que, fermentado, produz uma bebida usada pelos monges e que, justamente, é identificado ao soma por autoctones hindus (e, pelos iranianos, ao haoma) 16. Era o mesmo Freixo 17 que proporcionava, na Grécia, um licor ambrosino (o kikeon) utilizado nos “Mistérios de Elêusis” 18.
É bastante significativo que o Freixo em inglês tenha o nome de Ash. Na verdade, ash é a raiz de Ashvatha, a Árvore do Conhecimento, por vezes também chamada Bo ou Bodhi, sob a qual Buda dissipou a ilusão e atingiu a Luz. Inquestionavelmente um e outro termos têm relação directa. Ashvatha é descrita com as raízes em cima e os ramos estendendo-se para baixo - a copa tipificando o mundo exterior dos sentidos (i.e., o universo visível e sensível) e a Roda infindável dos Renascimentos (a corrente de Samsâra), e as raízes, nas regiões celestes, simbolizando o Ser Supremo, a Causa Primeira, a Raiz do Cosmo 19. Nas Escrituras hindus é tida como “símbolo da vida e da ilusão das suas alegrias e prazeres”; e cada homem tem por missão penetrar fundo dentro dela, passar além dos seus ramos e, atingindo o topo das suas raízes, visionar e conquistar a Luz da Realidade. Curiosamente, o termo Ash, em hebraico, significa Fogo, tanto o fogo espiritual quanto o físico (o “Ash Metzareph” era um importante tratado cabalista cujo nome tinha por significado “O Fogo Purificador”) 20.
Outras referências, igualmente curiosas, a frutos, proibidos ou reservados para os heróis, encontram-se, nomeadamente, nas múltiplas menções ao poder encerrado na maçã: a maçã que Eva ofereceu a Adão…; os “Pomos de Ouro” do Jardim das Hespérides 21; e, no Zohar, podemos ler o seguinte: … “mercê deste orvalho, se nutrem os Santos Superiores. No mundo vindouro formará o maná dos justos. Esse orvalho cai no Jardim das Maçãs Sagradas….”; também o Mago Merlim, da lenda do Rei Artur, ensinava debaixo de uma macieira na Ilha de Avalon (em celta, chamada o Pomar das Macieiras). Na verdade, é pertinente observar que o coração das maçãs configura “uma flor de 5 pétalas” ou “uma estrela de 5 pontas”, dividindo-se em 5 pequenos alvéolos dentro dos quais se ocultam as sementes. E 5 é o “número do homem”, o número dos graus ou Planos que o Homem domina (no Grande Todo Septenário) - o 5o Princípio é Manas. A maçã, com propriedade, pode ser considerada como o fruto do “Conhecimento do Bem e do Mal”. Por último, destacamos uma significativa alegação da Filosofia Esotérica: Jambu (termo sânscrito) é uma das principais divisões do globo, no sistema purânico, que inclui a antiga Índia como berço da 5a Raça, ou Ariana. Significa “Terra das maçãs rosadas” 22. Num sentido mais vasto, é o nome do nosso Globo, separado dos outros seis que, com ele, conformam a nossa Cadeia Planetária. E esta Tradição, pela longevidade incomparável dos seus registos escritos, é obviamente a raiz de todas as demais tradições de Paraísos terreais, de Berços da Humanidade, de sonhos heróicos de Regresso às Origens, empossados na forma de miríficos “Jardins onde abundam Maçãs de Ouro”…
Não resistimos aqui a fazer um pouco de humor: até a célebre maçã de Newton foi, de facto, a maçã da “iluminação”!!!
Fonte: Biosofia
Poster for Pink Floyd at the CIA-UFO club, July 28, 1967, by Hapshash and the Coloured Coat.Hapshash and the Coloured Coat were a British graphics team in the 1960s, consisting of Michael English and Nigel Waymouth, that produced psychedelic posters.
They designed usually brightly coloured images with a strong art nouveau influence from Alfons Mucha of swirling lines and curving shapes. Posters were used to promote appearances by major bands of the time such as the Pink Floyd and The Incredible String Band, as well as singers such as Julie Felix, mainly for the UK underground UFO Club.
English and Waymouth met in late 1966. Waymouth had just opened London's first psychedelic boutique, Granny Takes a Trip, in the Kings Road, Chelsea. They worked together initially and very briefly under the name Cosmic Visions (producing only one poster) and then Jacob and the Coloured Coat (producing two posters), before settling on Hapshash and the Coloured Coat. Their posters were printed and distributed by Osiris Visions, a division of the underground press publication International Times. The duo also provided illustrations and posters for several editions of the London Oz.
They also released an album, titled Hapshash and the Coloured Coat Featuring the Human Host and the Heavy Metal Kids in 1967, and a second one, Western Flier, in 1969. By this time English had left, and Waymouth strangely is mentioned in the liner notes as having decided to "record" the album, but not listed as one of the musicians.
A. Mucha