10.12.09

Lila - Visionary and Sacred Art Website


Daniel Mirante

LILA is a visionary and sacred art website. ‘Lila’ is Sanskrit for ‘Cosmic Play’, the universe experienced as arising from the joyous love play and creative adventures of the Divine.
The mission of the Lila project is to explore the emergence of a contemporary sacred and visionary art within the context of global culture.
Lila is also a means to facilitate and strengthen the community of artists and art lovers who orientate around a sacred vision.
Lila also exists as a well-organised resource for researchers and explorers of art, history, culture, mysticism and shamanism.
The website was created by painter and writer Daniel Mirante in 2000 ad as a resource for people exploring ‘medicine culture’ ; shamanic forms of creativity and healing of the whole being, including visionary or sacred art, breathwork, rebirthing and plant-based entheogenic practices.

5.12.09

Andrew Gonzalez Artist Statement



Feeling the need to contribute transformative images of beauty to the collective imagination, my imagery would develope an implicit antithesis to H. R. Giger's artwork. I felt driven to show in my work the liberation of the body and soul out of the dark depths of decay and perverse eroticism. By sublimating the erotic towards an angelic sensuality and by using ascension and rebirth symbolism, a sacred eros would emerge as the predominant theme of my work.
Not the erotic as simply the sexual, but as our bodily communion with the living flow and rhythms of energy. I can feel this primordial living energy flow through me as I paint, forming into the sensual movement of a transfiguring biosophic flame that flows through and around the figures in my imagery, suspending them in an ecstatic moment, an eternal dance poised on the threshold of a new birth. It is the archetypal dance of the sphere and the serpentine movement of form. The dance of the spermatozoa and the ovum, the serpent and the egg, the dragon and the pearl and the life giving waters of the comet and the sacred ground of the earth.
Andrew Gonzalez

1.12.09

Fernando Meirelles vai colaborar com Marina

Vandson Lima - VALOR 01/dez/2009

A senadora Marina Silva (PV-AM) e o cineasta Fernando Meirelles trabalharão juntos em 2010. A princípio, não para a campanha de Marina à Presidência da República, mas na produção de conteúdos do site do Instituto Democracia & Sustentabilidade, a ser lançado em março de 2010. No comando da produtora paulistana O2, Meirelles é o diretor dos longas Ensaio sobre a Cegueira, Jardineiro Fiel e Cidade de Deus. Está há cerca de duas semanas trabalhando na idealização e produção de conteúdo televisivo para o instituto, cujo conselho diretor Marina integra. O objetivo do instituto é juntar as propostas sobre sustentabilidade que circulam nas redes sociais. Meirelles foi convidado, a princípio, sem nenhum vínculo formal. Segundo a assessoria de Marina, o cineasta faz o trabalho voluntariamente, sem remuneração. "Ele está contribuindo com ideias, discutindo, não é contratado", afirma Beto Ricardo, também integrante do conselho, que garante não haver ligação entre o projeto e o PV. "Não é algo que está sendo feito por conta das eleições. Haverá continuidade do espaço após o período eleitoral". O projeto estreita as relações de Marina e Meirelles. Este, por reiteradas vezes, se mostrou simpático à eventual candidatura da senadora à Presidência. Recentemente, ao comentar a repercussão dasérie de televisão Som & Fúria, que codirigiu para a Rede Globo, Meirelles arrumou um jeito de falar de sua admiração pela senadora: "O (presidente) Lula que me desculpe, mas Shakespeare é que é o cara,depois vem a Marina Silva, depois não sei mais".

27.11.09

Lançamento do Livro "Música Brasileira de Ayahuasca"


Este charmoso livro de bolso dá destaque ao tema da música nas religiões ayahuasqueiras do Santo Daime (nas suas vertentes Cefluris e Alto Santo) e da União do Vegetal (UDV). Ainda que maioria dos estudos sobre as religiões ayahuasqueiras reconheça a centralidade da música nestes rituais, a música, em geral, tem figurado ao lado de muitos outros aspectos tratados, sem ganhar um status de análise próprio, como ocorre aqui. Rica manifestação cultural, a música de ayahuasca revela uma multiplicidade de conexões com a religiosidade brasileira e expressões musicais do nordeste e da Amazônia, e tem sido um dos principais elementos destacados no recente processo de pedido de reconhecimento da ayahuasca como patrimônio cultural imaterial da nação brasileira. O livro explora o papel preponderante que a música ocupa no cotidiano dessas religiões, na produção dos significados religiosos e na construção do corpo e da subjetividade dos adeptos. A partir de uma descriçãodo fazer musical de cada grupo e de uma comparação entre ambos, os autores procuram entender o ethos destes grupos, assim como mais gerais destes movimentos religiosos. A obra representa uma importante contribuição em uma área de estudos ainda muito pouco explorada no Brasil: o estudo da música nos contextos rituais e religiosos.

23.11.09

Entrevista da Marina Silva para a revista TPM

Leia aqui.

O Efeito Marina

...A questão ambiental forçou uma inflexão política e nas duas candidaturas. Não vejo isso como negativo. Acho que é positivo. O frei Leonardo Boff me falou esses dias que não tem nada mais forte do que uma idéia cujo tempo chegou. Acho que é o momento em que as pessoas percebem isso. Alguns ainda muito refratários, muito receosos de se aproximar desse tema, como se ele fosse algo que pudesse fazer no fim perder popularidade. Mas esta é a nova demanda social e política. Eu venho dizendo há muitos anos que essa é a utopia desse século. Nós que nos mobilizamos pela democracia - tanto eu, quanto Serra, quanto Dilma -, eles mais pelo preço que pagaram por isso - quando chegou o tempo certo, nós conseguimos. Agora, a hora da questão ambiental chegou. O fundamental de tudo isso é que a sociedade brasileira está nos dando a imensa oportunidade de fazermos as mudanças que os próximos 20, 30 anos exigem de nós. Às vezes, temos que tomar decisões e enfrentar desafios sem o relativo acordo social que nos dê sustentabilidade política para fazê-lo. Nesse momento, há uma grande parte da sociedade que está acenando com a força política para que façamos as mudanças. E não temos o direito de nivelar o Brasil por baixo no debate com os que querem continuar com o mesmo paradigma do século XX e até mesmo do final do século XIX. As pessoas estão nos dando a chance de transitar e, numa campanha política, obviamente que esse acordo social é mais palpável porque a sociedade vai se mobilizar. Leia mais aqui.

17.11.09

Butterfly of Amazonia

Brazil had no clear goal for going to Copenhagen. Then Marina Silva began to scream in the media that Brazil's strategy for development needed to adopt clear targets for reducing emissions. So while China and the US were still delaying, she has opened the way for Brazil to lead. Already, the Lula government in Brasilia and the Serra people in Sao Paulo State are proposing targets for reducing emissions. Scientist know that a single flap of the wing of a butterfly can bring forth a change in the weather on the other side of the world. Now we can see the true potential for the butterfly of Amazonia to change the world.
Kirstin Otten Langland

Pablo Amaringo 1943 - 2009



No dia 16 de novembro de 2009, um dos maiores expoentes da arte visionária, o peruano Pablo Amaringo, passou para a outra dimensão. Pablo nasceu em 1943 em Puerto Libertad, na Amazônia peruana. Foi com 10 anos que pela primeira vez tomou a ayahuasca. Um grave problema de saúde levou Pablo a se tratar com a ayahuasca, se tornando então um conhecido curandeiro. Em 1977, Pablo abandonou sua vocação de xamã e se tornou artista e instrutor da sua Escola Usko-Ayar, aonde ele dava aulas sem cobrar. Pablo Amaringo pintou e descreveu numerosas visões da ayahuasca, aonde algumas aparecem em seu livro Ayahuasca Visions: The Religious Iconography of a Peruvian Shaman. Até a sua morte, ele continuava pintando e documentando a flora e a fauna do Peru.

14.11.09

A Arte Visionária


Pablo Amaringo 1943 - 2009

Postado por Antropogenia

A arte visionária, assim como qualquer forma de arte, é uma tentativa de conhecimento da realidade. Como Lévi-Strauss diz, todo pensamento se baseia no desejo de compreender o real, e o pensamento nativo (no caso Shipibo-Conibo) não se diferencia do contemporâneo. Se tratando de arte, ela é uma maneira que o homem encontrou de transformar a Natureza em cultura, explorando a relação entre significado (relacionado a estética pura) e significante (relacionado a estética transcendental).

No caso da arte visionária, sendo ela uma tentativa de presentificação do sagrado, esta relação entre significado e significante é espelhada na relação entre o mundo visível e o invisível, vivos e mortos, inconsciente e consciente; presente também em toda arte “primitiva”. É através desta relação que a arte visionária torna compreensível o desconhecido, é uma narrativa posterior ao ritual.

Como toquei no assunto da arte “primitiva”, e partindo de Sally Price, muitas das obras que observamos de arte visionária (como as de Pablo Amaringo) não poderiam ser vistas como “arte primitiva”, pois se conhece o autor e estas obras podem ser reproduzidas. Na arte “primitiva” a opinião do autor e seu nome não são conhecidos.

Não poderia esquecer de falar que a arte visionária parte da experiência do sublime provocada pela contemplação, no caso, a experiência estética provocada pelos enteógenos não é originada de uma percepção da forma que atribui um juízo à ela, e sim uma experiência de contemplação pura da forma da realidade.

Ao produzir estas obras, o artista oferece um modelo reduzido da realidade, tornando-a compreensível e transmitindo prazer nesta contemplação. Também devemos observar que as obras de arte visionária que possuem uma gama de detalhes enquadram-se como uma percepção imaginativa, que é quando há diferentes elementos observados através da percepção oferecendo um complexo modelo de uma realidade que esta no campo do invisível. O contrário, que se enquadra como imaginação perceptiva, é quando a obra não oferece muitos detalhes, mas pelos poucos que ela tem, nos possibilita imaginar um objeto de maior complexidade.

Estas são umas características gerais da arte visionária, mas toda e qualquer obra esta diretamente dependente das influências culturais que o artista tem. Ela faz uma representação do universo próprio que o artista esta inserindo, presentificando os elementos do seu inconsciente. Quando observamos uma obra que presentifica uma divindade egípcia ou uma anaconda, não devemos vê-los como seres que de fato existem no campo astral, mas sim como arquétipos determinados no tempo e no espaço culturalmente compreendidos

5.11.09

Quem Apoia Marina

"Qual é a pessoa com carisma, com base popular, ligada aos fundamentos do PT e que se fez ícone da causa ecológica? É uma mulher, seringueira, da Igreja da libertação, amazônica. Ela também é uma Silva como Lula. Seu nome é Marina Osmarina Silva. Marina representa outro paradigma. Não mais a má utopia do progresso sem fim, mas a boa utopia da harmonia planetária. A nossa visão não é restrita a 2010-2014. Estamos mirando a grande crise de 2035 e buscando evitá-la enquanto é tempo ou, na pior das hipóteses, buscar alternativas ao seu enfrentamento. É por isso, por amor a nossos filhos, netos e netas, temos que dar força à candidatura da Marina. E que Paulo Freire nos ajude a fazer dessa campanha eleitoral uma campanha de educação popular de massas" Leonardo Boff

Gilberto Gil, Caetano veloso, Maria Betânia, Al Gore, Frei Betto, Heloísa Helena, Kaká Werá Jacupe, Crstóvam Buarque entre muitos outros também já declararam publicamente seu apoio a Marina Silva Presidente.
Alex Gray

3.11.09

NÓS QUE AMAMOS AS PERERECAS

Taquiprati – Diário do Amazonas 

José R. Bessa Freire – 03/10/2009

Escrevo de Rio Branco. Vim ministrar a conferência de abertura do seminário “A Historiografia Amazônica em Debate” organizado pelo Grupo de Pesquisa Gaia da Universidade Federal do Acre (UFAC). Aqui tenho uma penca de ex-alunos. Alguns são índios: Isaac Ashaninka, Norberto Kaxinawá, Adaizo Yawanawá. Outros não. É o caso do atual governador do Acre Binho Marques e da senadora Marina Silva. Dei aula para ambos, em 1986, na Pós-graduação de História Social e Econômica da Amazônia.

- “Qual dos dois foi melhor aluno?” – me pergunta o entrevistador Alan Rick, num programa local da TV Gazeta.  Demoro a responder. Estou desconcentrado. É que não consigo desviar os olhos do topete dele. Os fios de seus cabelos penteados para trás guardam distância simétrica um do outro e estão cimentados por um irremovível laquê, que nenhum tufão consegue despentear. Mistura de Elvis Presley com Silvio Santos.  Enquanto penso que essa tribo da televisão é bizarra, a entrevista prossegue.      

- Você vota na Marina para presidente da República? – ele quer saber. 

Lembrei, então, que um amigo antropólogo de São Paulo me fez a mesma pergunta, só que conjugando um novo verbo: - “Você ‘marinou’?”. Na realidade, ‘marinei’. Por isso, toma cuidado com o que eu escrevo, leitor (a). Esse que vos fala não é um locutor ‘imparcial’, mas alguém que vestiu a camisa ‘Marina presidente’. Por quê? Ora, por causa das pererecas.

Motel de perereca

Lá, no Rio, em 1965, os biólogos localizaram aPhysalaemus soaresi - uma perereca de 2 cm que não existe em nenhum outro lugar do planeta, só no brejo da reserva da Floresta Nacional, próximo à rodovia Presidente Dutra. Acontece que máquinas gigantescas, tratores, caminhões e escavadeiras invadiram o brejo para construir o Arco Metropolitano, uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), orçada em 1 bilhão de reais.

O Arco, que vai permitir chegar ao Porto de Itaguaí através de 80 km de asfalto, ameaça extinguir essa espécie rara da família Leptodactylidae, uma família humilde, mas honrada, que está para o mundo dos batráquios, assim como a família Silva está para os brasileiros. Os operários da obra deram-lhe o nome de ‘Norminha’, personagem fogosa da Dira Paes na telenovela “Caminho das Índias”. Norminha Leptodactylidae.

- “Se não parar a obra, a família inteirinha desaparece do mapa” - alertaram os administradores da floresta. Mas os engenheiros da Secretaria Estadual de Obras retrucaram: - “Então, leva a perereca pra outro lugar, porque o PAC não pode parar”. O vice-governador do Rio, Luiz Pezão, ironizou com uma provocação boçalóide: “Se é para não atrapalhar o namoro de perereca, então vamos fechar toda a via Dutra”.

Foi quando entrou em campo Carlos Minc, o cupido das pererecas, que discordou. Na qualidade de ministro do Meio Ambiente, propôs a construção de uma espécie de motel, onde elas possam se reproduzir, o que desagradou a gregos e baianos. Uns acham que a proposta do Minc – erguer um muro com placas de metal separando o brejo do canteiro de obras – não é bem um motel, mas um ‘pererecaduto’, nocivo aos batráquios. Outros crêem que não vale a pena encarecer o custo da obra por motivo que consideram fútil.

A situação se complicou ainda mais, quando o biólogo Sérgio Potsch, responsável pelo laboratório de répteis e anfíbios da UFRJ e especialista em girinos, informou que o brejo abriga uma espécie rara de peixe – o Notholebias Minimus – que também não existe em nenhum outro lugar do mundo. O certo é que a obra do Arco Metropolitano foi paralisada, enquanto os técnicos discutem o que fazer.

O cu da formiga

Eis o que eu queria dizer: se não houvesse a possível candidatura de Marina da Silva, o discurso dominante seria o de Lula da Silva e ‘Norminha’ já estaria mortinha da silva. Que discurso é esse? Meses atrás, Lula debochou de uma perereca gaúcha, responsabilizando- a pelo atraso em mais de meio ano na construção de um viaduto da BR-101. Fez discurso similar em relação ao bagre, que pode ser prejudicado pela hidrelétrica do Rio Madeira. Agora, o papo mudou.

Bastou a presença da Marina no cenário político nacional para obrigar os demais candidatos e os poderes públicos a incorporarem as questões de sustentabilidade ambiental em seus discursos. Marina está convicta de que as necessidades da atual geração podem ser satisfeitas sem sacrificar as gerações futuras, sem saqueio ou predação. Isso é sustentabilidade.  

É muita burrice eliminar uma espécie animal ou vegetal em troca de uma estrada ou de uma hidrelétrica, porque existem técnicas e saberes diversificados para construir obras, mas até hoje não foi inventada uma forma de recriar uma espécie que desapareceu. O grande problema ambiental é esse: a ignorância e a desinformação e não o desmatamento, a queimada, as estradas, que já são frutos da boçalidade.

Tem gente que acha um absurdo que uma “pererequinha de merda”, de dois cm, atrase uma obra de 1 bilhão de reais. Mas o poeta Manoel de Barros tem razão quando diz que “o cu de uma formiga é muito mais importante do que uma Usina Nuclear”, e que não precisou ler os teólogos e os sábios para chegar a Deus. “As formigas me mostraram Ele”, escreveu o poeta, doutor em formigologia. Para a vida verdadeira, o cu da formiga, a cabeça do bagre e a perereca são tão imprescindíveis quanto uma estrada.

Não importa o que Marina pensa sobre o aborto, nem suas convicções religiosas sobre a criação do mundo. O que importa é que, por causa dela, dona Dilma, seu Serra, seu Ciro e qualquer outro candidato vão ser obrigados a discutir seriamente a questão ambiental e a sustentabilidade. Marina sabe que estradas e hidrelétricas são necessárias, mas podem ser construídas sem destruir o planeta. Acena poeticamente para a utopia e mostra que o valor das coisas depende da capacidade que temos de nos encantar por elas.

Marina me representa, hoje, tão visceralmente quanto o Lula em eleições passadas. Simboliza a inteligência, a sensibilidade, o compromisso com os indefesos, os fracos, os pequenos, o planeta, amama pacha.. Por isso, marinei. Ela terá militantes entusiasmados ao seu lado, porque é capaz de empolgá-los, coisa que duvido dona Dilma fará. De-u-du-vê-i- vi-de-o-dó macaxeira mocotó! Foi mais ou menos isso que disse ao jornalista Altino Machado, caminhando ontem com ele pelas ruas de Rio Branco. Nós todos, que amamos as pererecas e a vida, marinamos.


23.10.09

FEIRA SUSTENTÁVEL 2009

FEIRA SUSTENTÁVEL 2009 - Agricultura Famíliar, Economia Solidária, Pesca, Reforma Agrária, Energias Renováveis

Entre os dias 30 de outubro e 01 de novembro, ocorrerá em Florianópolis (CentroSul) a Feira Catarinense da Agricultura Familiar, Economia Solidária, Pesca e Energias Renováveis. Agricultores familiares, assentados, organizações, movimentos sociais do campo, empreendimentos de economia solidária, consumidores, empresários, técnicos e pesquisadores, representantes dos

Órgãos públicos, autoridades e parlamentares do Estado de Santa Catarina. São 250 expositores, distribuídos em 150 estandes e feiras com cerca de 1000 participantes de todo o Estado de SC, além de palestrantes e debatedores convidados para eventos paralelos de debates para mostrar como a produção, a comercialização e o consumo tem a ver com o desenvolvimento sustentável. Uma extensa atividade cultural, com apresentações locais, regionais, estaduais e com shows nacionais faz parte da programação oficial que tem como objetivo promoção de produtos e tecnologias relacionados à agricultura familiar, da economia solidária e energias renováveis, além de ser um espaço de valorização da cultura regional catarinense.

Impact Climate Mapping

The Impact of a global temperature rise of 4ºC (7ºF)
Watch here

"- Não se pode separar economia e ecologia, diz Jeffrey Sachs"

O economista americano Jeffrey Sachs, professor da universidade americana de Columbia, afirmou na quarta-feira que o planeta está em uma “trajetória totalmente insustentável e profundamente perigosa” e que não é mais possível separar economia e ecologia. “Não podemos mais pôr economia e ecologia em categorias separadas.

Elas nunca estiveram em categorias separadas”, afirmou Sachs, que presta consultoria a vários governos, durante uma conferência em Genebra, na Suíça.
Na palestra, promovida pela agência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), Sachs criticou o formato do atual processo de negociações sobre mudança climática.
Para ele, em vez de diplomatas, engenheiros e cientistas deveriam sentar-se à mesa para discutir.

“O problema das mudanças climáticas não é uma negociação de comércio. É simplesmente o problema mais complexo de engenharia, economia e social que a Humanidade jamais enfrentou”, afirmou o estudioso.

A pouco mais de dois meses do início da conferência de Copenhague que deve criar uma política de combate ao aquecimento global para o mundo a partir de 2012, o economista não poupou críticas às negociações - atualmente paradas em impasses.

"Bobagem"

“A questão sobre uma meta nacional ser obrigatória ou não é uma das questões menos interessantes. De que adianta ser obrigatória se você não é capaz de cumpri-la? É bobagem. Deveríamos estar discutindo o que podemos fazer, não o que obrigatório, o que podemos fazer agora, em cinco, dez anos.”
O economista fez um apelo por um esforço coordenado de especialistas para que se saiba o que pode ser feito para permitir desenvolvimento econômico e melhoria das condições de vida de milhões miseráveis, ao mesmo tempo em que se enfrenta problemas ambientais já “insustentáveis ressaltados pelas mudanças climáticas”.

Para abordar um problema tão complexo, em vez de discutir metas de emissões, Jeffrey Sachs afirma que a convenção da ONU para mudanças climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) deveria criar um corpo técnico que analisaria opções e custos para ações de curto prazo em cada país.
Em sua palestra, Sachs sugeriu uma nova parceria pública-privada para criar os grandes sistemas técnicos necessários.
“Podemos alcançar um crescimento econômico com impacto muito menor se pensarmos claramente, sistematicamente, em termos de sistemas, e baseados em objetivos globais.”

O economista americano criticou a falta de sustentabilidade não só na área de meio ambiente. Para ele o mundo atual é “socialmente insustentável”.
“A distância entre os ricos e os pobres está aumentando. Muitas das pessoas mais miseráveis do planeta estão morrendo por causa de sua pobreza, e se não morrem, sofrem e ficam cada vez mais para trás.”

Jeffrey Sachs concluiu que a mensagem da comunidade científica é de que o mundo está à beira de um futuro quadro potencialmente catastrófico, “Mais cedo ou mais tarde, cientistas vão nos dizer que essa área é inabitável.”
O economista afirmou ainda que então será “tarde demais”, porque mesmo que as emissões sejam cortadas a zero, o atual acúmulo de gases na atmosfera terá efeito durante um longo tempo.

“Estamos vivendo apenas a metade daquilo que já provocamos”, concluiu.

Fonte: BBC Brasil

Veja aqui

17.10.09


"Life is about the process, the doing... is not about the end results."
Andres Amador

11.10.09

O Tic Tac das tecnologias sustentáveis

Tião Rocha é um homem simples e que gosta de desafios. De fala calma, ele parece estar sempre silenciosamente inquieto. É um sujeito que gosta de colocar as coisas em prática para ver se funcionam. Há mais de duas décadas, Tião resolveu testar algumas idéias nas quais sempre acreditou.

Fundado na década de 80, o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD) é um laboratório de experiências educacionais. A idéia fundadora era mexer em receitas prontas, em idéias estabelecidas no status quo. O modelo escolar tradicional não era suficiente para o que ele imaginava ser o verdadeiro sentido da Educação.

Os primeiros passos do CPCD foram questionar os elementos mais básicos da forma e estrutura de aprendizado. É possível ter uma escola sem muros, debaixo de um pé de manga? As “aulas” podem ser dadas em uma roda? É preciso que alguém ocupe o papel de professor?

Com origem na cidade de Curvelo, na região central de Minas Gerais, as iniciativas do CPCD logo se expandiram para outras cidades, estados e países. Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, uma das regiões com menores indicadores sociais do mundo, é onde tomam forma alguns dos projetos mais interessantes de Tião e sua equipe. “A cidade é exportadora de mão de obra, principalmente de corte de cana. A grande renda da região é o trabalho sazonal. O que gera problemas sociais e culturais dos mais variados. O projeto Arassussa quer construir um lugar sustentável que ofereça condições para que as pessoas não precisem buscar sustento em outros lugares. O corte de cana deve ser a última saída”, explica Tião.

As fabriquetas, um dos braços do CPCD, funcionam “como núcleos de produção de tecnologias populares, com características e funções comunitárias, que visam o fortalecimento da renda familiar.” Em cada uma delas jovens aprendem mais do que simplesmente executar um trabalho: aprendem a se envolver e a conquistar a auto-suficiência. Esses núcleos estão debaixo de um guarda-chuva maior, a Cooperativa Dedo de Gente, responsável por organizar e coordenar as ações. As áreas nas quais atuam são diversas: artesanato, moda, bambuzeria, produção de doces e geléias e outras.

Nas fabriquetas os jovens entram como aprendizes, depois tornam-se jornaleiros, até virar mestres. A partir daí eles caminham de forma independente e com autonomia para vender o serviço. A lógica que norteia o espírito das fabriquetas segue alguns princípios marxistas, sem constrangimento nenhum, de acordo com Tião: a cada um segundo a sua necessidade, a cada um segundo a sua capacidade.

A partir do momento em que elas estão consolidadas, cada um deve ganhar ao menos um salário mínimo por quatro horas de trabalho. Depois que há esse equilíbrio, aí o que vale é a capacidade e a vontade de ganhar mais. Há um processo para se obter a base de sustentação do grupo, que atualmente é composto por 100 jovens em todas as unidades: 50 em Curvelo e 50 em Araçuaí.

As ações do CPCD englobam ao todo milhares de jovens no interior de Minas Gerais e de São Paulo. Atualmente, as fabriquetas envolvem 72 jovens (29 em Araçuaí e 43 em Curvelo). Dentro desse universo, um dos projetos, do qual participam apenas 20 jovens, pode parecer pequeno, mas ganha relevância pelo desafio ao qual se propõe.

Fabricar softwares no Vale do Jequitinhonha

A Fabriqueta de Softwares surgiu de uma inquietação de Tião. “Eu tinha acabado de ler o livro O Mundo é Plano, e, conversando com Aerton Paiva, ele contou que teve um encontro com o diretor da IBM no Brasil, e que ficou sabendo que a empresa estava pensando em construir uma fábrica de software em campinas. Então eu perguntei ‘Por que Campinas?’ Campinas já tem a Unicamp e toda uma estrutura favorável. Quero ver você fazer isso no Vale do Jequitinhonha”. A provocação foi lançada: se os meninos de Araçuaí podem aprender a fazer artesanato, por que não podem aprender a fazer tecnologia? Foi a partir desse momento, com aquele “por que não?” na cabeça que Tião deu início à fabriqueta. Era a hora de superar a visão de que trabalho e renda só poderiam surgir de atividades tradicionais.

No fim de 2007, inserida dentro do projeto Arassussa (criado pela união de 15 instituições brasileiras, ligadas a fundação Avina), a Fabriqueta de Softwares foi criada com o mesmo objetivo das outras: inventar maneiras de manter os trabalhadores na cidade e impedir a evasão constante em função do corte de cana. Ou seja, para manter os jovens e adultos na cidade era preciso que fossem criadas novas atividades e novos mercados: uma economia solidária, sustentável, durável, emancipatória e permanente.

Os 20 jovens que integram o projeto começaram aprendendo o básico. Com o tempo foram aprofundando o nível de complexidade das linguagens de programação. Foram aos poucos se transformando em prestadores de serviço. Atualmente desenvolvem sites de projetos que existem em Araçuaí, como o Caminho das Águas, bancos de dados, sistema de monitoramento de ingressos do cinema da cidade e programas de monitoramento de gastos (as novidades podem ser acompanhadas no blog mantido pelos jovens: http://circulandoarassussa.blogspot.com/). São os chamados softwares de pequena complexidade. O objetivo é aumentar a complexidade e atender as demandas da cidade, um mercado ainda intacto.

A Índia é um exemplo de que o sonho não era impossível. Atualmente, o país é um dos maiores centros de Tecnologia da Informação do mundo e ocupa papel similar ao Brasil no cenário mundial. O país asiático, longe de ocupar um lugar favorável no ranking de IDH (127º), resolveu investir em uma atividade econômica de certa forma inusitada para suas condições. Foi a maneira que os indianos encontraram de romper a fronteira entre países industrializados e prestadores de serviços e os exportadores de bens primários.

Washington Rodrigues, um dos educadores do CPCD, afirma que o primeiro ano do projeto foi de exercício e aprendizagem tecnológica. Ele afirma que a metodologia do grupo segue os seguintes passos: "Dividir tarefas, fazer um planejamento conjunto, discutir como aconteceu - e está acontecendo a inclusão digital do grupo, participar de atividades que estimulam a solidariedade, trabalhar em grupo e valorizar a cultura local, para que possam ser profissionais com uma visão mais ampla de seu papel na comunidade".

A empresa paulistana Giral, especializada em gestão de projetos de sustentabilidade, foi uma das parceiras no desenvolvimento e instalação da fabriqueta. “Como próximos passos, os jovens irão estagiar em diversos projetos sociais da cidade, criando soluções tecnológicas para os mesmos. Continuando a formação, irão adentrar o mundo dos jogos eletrônicos, com o objetivo de desenvolver ferramentas educativas. A base desse trabalho são os Bornais de Jogos desenvolvidos pelos educadores do CPCD para trabalhar temas escolares como matemática e linguagem, além de questões importantes como convivência, sexualidade e cultura de paz”, afirma Carol Rolim, uma das coordenadoras do Giral

A internet como ferramenta de transformação

Apesar de já ter chegado longe (em 2007 ganhou o prêmio Empreendedor Social 2007 ), Tião sabe que é sempre bom relativizar e desconfiar das coisas. O olhar matuto. O olhar do antropólogo.

Para ele, a Internet é apenas mais uma ferramenta. Ela pode ser usada para o bem ou para o mal. Nessa área, ele segue a tradição: sem o real, o virtual não existe. “O fato de ter acesso não torna as pessoas melhores. Uma vez, numa roda de conversa com alguns jovens, uma adolescente disse que participava de 250 comunidades no orkut. E aí eu perguntei, 'e no seu bairro, você participa de algum grupo? Da escola de samba? Da associação de moradores? Do time de futebol?'”

E foi por isso que Tião passou a utilizar a teoria do TIC TAC. Para ele, os jovens hoje estão cheios de TICs (Tecnologia de Informação e Comunicação), mas sem os TACs (Tecnologia de Aprendizagem e Convivência) esse relógio não vai funcionar direito. Foi levando os tics e os tacs em conta, que a equipe do CPCD concluiu que Araçuaí precisava de algo além de uma simples Lan House ou um telecentro (TIC). "Bom, isso é o que se faz normalmente. Mas não queríamos isso", afirma. Era necessário mais do que o acesso, era preciso um envolvimento maior: gerar renda, perspectivas e criar um mercado. O projeto tinha que alargar o futuro dos meninos (TAC). Ao invés de criar uma Lan House, resolveram criar então uma fábrica de softwares.

Tião concorda que a internet traz no seu DNA a idéia de descentralizar e de agir independentemente. Quanto mais abertas forem as novas tecnologias, mais interessante será para os jovens. Ele cita o exemplo do autor indiano Sugata Mitra e do livro Um Furo na Parede (Tião assina a orelha da edição brasileira). “Quando você quebra muros, favorece relações mais horizontais. Isso gera uma série de possibilidades”, afirma.

Em vários aspectos Tião remonta personagens das páginas de Guimarães Rosa. E assim como o escritor mineiro ele gosta de inventar palavras. “Empodimento” é uma das suas preferidas. Ela surgiu da constante resposta que o educador dava aos jovens que ainda não eram certos da liberdade que tinham: “pode fazer isso, Tião?”. “Pode, sim. Pode tudo.”

>> Acesse mais informações: http://www.fabriquetadesoftware.com.br/
tags: Araçuaí MG cultura-e-sociedade computador internet inclusao-digital fabriqueta vale-do-jequitinhonha aracuai tiao-rocha cpcd pobreza comunidade sustentabilidade sustentavel digital pedagogia jovens

Por Sergio Rosa

10.10.09

Marina recebe prêmio internacional por defender meio ambiente

A senadora Marina Silva (PV-AC), ex-ministra do Meio Ambiente e provável candidata à Presidência em 2010, recebe neste sábado, 10 de outubro, em Mônaco, o prêmio Mudanças Climáticas, oferecido pela Fundação Príncipe Albert II de Mônaco. A iniciativa premia pessoas e instituições por atuarem em favor do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável.
O prêmio considera ações e iniciativas em três eixos: mudança climática, preservação da biodiversidade e acesso à água, além da luta contra a desertificação.
A senadora vai receber 40 mil euros, além da homenagem com o troféu, que será entregue pelo Príncipe Albert II.
É o quinto prêmio que a senadora recebe desde 2008, quando deixou o Ministério do Meio Ambiente por discordar de algumas diretrizes da política ambiental do governo. O mais recente foi em maio deste ano, o Prêmio Sofia 2009, concedido anualmente pela Fundação Sofia a pessoas e organizações que se destacam nas áreas ambientais e de desenvolvimento sustentável.

Claudio Miklos

9.10.09

Primeira Mostra de Arte Indígena - Florianópolis


O principal objetivo desta Mostra é proporcionar um pequeno mergulho na diversidade do mundo ameríndio. Diferentes formas expressivas dos Wauja, do Xingu, dos Kadiwéu do Pantanal sul-matogrossense e dos Guarani do Morro dos Cavalos, serão apresentadas: máscaras, cerâmicas e cestarias, entre outras produções. Apenas três dos cerca de 232 povos (falantes de mais de 180 línguas e dialetos diferentes) que vivem no território brasileiro. Além deste acervo etnográfico, também serão exibidos filmes seguidos de debates com índígenas e/ou pesquisadores da área. Entre os debatedores, destacamos a presença de Mutua Mehinako, mestrando em antropologia pela UFRJ e integrante da Associação Kuikuru, que debaterá os filmes "Cheiro de Pequi" e "O dia em que a lua menstruou", vencedores de prêmios nacionais e internacionais. De 09 a 31 de Outubro de 2009 no Museu da Escola Catarinense/UDESC, Florianópolis - SC

Professoras / Especialistas

Carmen Susana Tornquist (UDESC)
Tania Welter (UDESC)
Marileia Maria da Silva (cinearth)
Lisiane Leczniescki (UFSC)
Barbara Arisi(UFSC)
Miguel Carid Naveira(UFPR)
Marcos Wenzel Messias (UFPR)

Alunos

Fabiane G. L. Marques (UDESC)
Fernando José Benetti (UDESC)
Indiara Nicoletti Ramos (UDESC)
Iara Maria Török Pomar (UDESC)
Marina Lis Wassmansdorf (UDESC)
Thiago Oliva (UDESC)
Luiza Bodenmuller (UDESC)

7.10.09


Scott Facon

Viva o Aniversariante!


Padrinho Sebastião, (1920-1990)

Environment and Development

Brazil and the other countries in the world need to make the environment and development part of the same equation and not persist in thinking that one is in opposition to the other. Because there won’t be any development if we don’t resolve the serious environmental problems that the world is facing. The planet is already in the red in terms of its capacity to regenerate, according to recent studies, by 30 per cent. If we are unable to respond to this, evidently we are condemning ourselves. So Brazil needs to understand that there is still time to move from an unsustainable model to a sustainable model. There is no example in the world to be followed. There will only be those who are inclined to lead by example. And what Brazil needs to do, with the conditions that it has, is to lead by example.

Marina Silva

6.10.09

Santo Daime, la religion del ayahuasca

FT interview transcript: Marina Silva


By Jonathan Wheatley in Sao Paulo

Published: October 5 2009 18:47 | Last updated: October 5 2009 18:47

Jonathan Wheatley, the FT’s Brazil correspondent, interviewed Marina Silva in her office in Brazil’s Senate on September 18. Ms Silva, who was elected to the Senate for the first time in 1994, was Brazil’s environment minister between January 2003 and May 2008, when she left in frustration at what she saw as the failure of other ministries to give due concern to environmental issues. She was a founder member in 1980 of President Luiz Inácio Lula da Silva’s leftwing Workers’ Party (PT) but left the party in August this year at the height of a corruption scandal involving José Sarney, president of the Senate, after Mr Lula da Silva threw his support behind Mr Sarney, a former political adversary. She has since joined the Green Party and is widely expected to run as its candidate in presidential elections next October.

Read full interview here

4.10.09

Yggdrasil, Mitologia Nórdica


Yggdrasil, mitologia nórdica. Arte de Clare Jones

Yggdrasil (nórdico antigoYggdrasill) é uma árvore colossal (algumas fontes dizem que é um freixo, outras que é um teixo), na mitologia nórdica, que era o eixo do mundo.

Localizada no centro do universo ligava os nove mundos da cosmologia nórdica, cujas raízes mais profundas estão situadas em Niflheim, fincavam os mundos subterrâneos; o tronco era Midgard, ou seja, o mundo material dos homens; a parte mais alta, que se dizia tocar o Sol e a Lua, chamava-se Asgard (a cidade dourada), a terra dos deuses, e Valhala, o local onde os guerreiros vikings eram recebidos após terem morrido, com honra, em batalha.

Conta-se que nas frutas de Yggdrasil estão as respostas das grandes perguntas da humanidade. Por esse motivo ela sempre é guardada por uma centúria de valquírias, denominadas protetoras, e somente os deuses podem visitá-la. Nas lendas nórdicas, dizia-se que as folhas de Yggdrasil podiam trazer pessoas de volta a vida e apenas um de seus frutos, curaria qualquer doença.

Fonte: Wikipidia

Árvore da Vida, Laila Spinoza

Árvore da Vida, Richard Quinn

Árvore da Vida Céltica, artista desconhecido

Árvore da Vida, Mutt

O Freixo - ou a Árvore sagrada de Yggdrasil
Nas tradições místico-religiosas escandinavas, o freixo Yggdrasil é, por excelência, um símbolo da imortalidade e da ligação entre os três mundos, tanto no Macro como no Microcosmo. Os deuses construtores e guias da humanidade reúnem-se aos pés de Yggdrasil, receptando as gotas de orvalho que brotam do seu topo (o topo do mundo) e promanam a alegria, a fecundidade e a justiça. A sua fronde está eternamente verdescente pois ele retira a sua inesgotável energia da fonte Urd, de cujas águas surgiu o universo. Esta Árvore secará e consumir-se-á apenas no dia em que for travada a última Batalha entre o Bem e o Mal e o primeiro prevalecer, fazendo que a vida, o tempo e o espaço se recolham (no seu periódico acolher) no Seio do Absoluto.

O freixo, de cuja madeira se faziam as hastes das lanças, representa também a própria lança erecta, que rasga o solo, e é veículo de contacto entre o contínuo fluir divino e a recepção terreal 13.

Esta Árvore Sagrada da mitologia dos povos do Norte é, porém, idêntica a outras, de diferentes tradições, no seu profundo e sugestivo simbolismo: a “Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal” - lado-a-lado com a “Árvore da Vida” - do Jardim do Éden, na tradição judaico-cristã 14; a Árvore Boddhi (ou Árvore Bo, ou a “Ashvatha”) sob a qual Gautama, o Buda, alcançou a Iluminação; a “Pippala”, Árvore do Conhecimento dos Parsis (idêntica à arvore Bo), cujo fruto haoma é, também, o fruto proibido; a Arasa Maram, a Árvore sagrada do Conhecimento, no hinduísmo; as muitas “Árvores da Vida”, como é o caso da cabalística, emblema sacratíssimo do esoterismo Judeu; a “Asherah” assíria; a “Ished” egípcia; o “Palâza (Butea frondosa), de folha tripla, que era um símbolo da essência tripla do Universo: Espírito, Alma e Matéria ou Corpo; a Kian-Mu chinesa, idêntica à Yggdrasil; o Himorogi japonês, etc 15. Tal como no jardim do Éden, temos representadas no homem ambas as Árvores: a da Vida e a da Ciência do Bem e do Mal. A primeira, invertida, no nosso sistema respiratório (brônquios e pulmões) e, a “Norte” 14, a segunda, nas ramificações do sistema cerebral.

Assinalamos um sugestivo “pormenor”: de numerosas variedades de Freixos é exsudada uma substância alimentícia, e com propriedades medicinais e purgativas, denominada maná (do hebreu, manã). Não podemos furtar-nos à memória do episódio mítico do “maná caído no deserto e salvador do povo faminto de Israel, rumo à Terra Prometida”. Nele vemos a alusão ao alimento do Céu superior ou do Manas Superior. Esse Maná é, de facto, libertador… E estamos em crer que, tenha sido tão somente um fluido espiritual ou tenha sido a substância nectarina que promana de muitos dos Freixos, o seu nome, pelos seus místicos efeitos, deve-se à conotação com o Manas sânscrito (a Razão Intelectual, a Mente - justamente, o que confere ao Homem a sua condição de humanidade).

Na Índia, o freixo cresce unicamente nos Himalaias mas apenas acima dos 1300 metros. Dele (Fraxinus Excelsior) se extrai o maná que, fermentado, produz uma bebida usada pelos monges e que, justamente, é identificado ao soma por autoctones hindus (e, pelos iranianos, ao haoma) 16. Era o mesmo Freixo 17 que proporcionava, na Grécia, um licor ambrosino (o kikeon) utilizado nos “Mistérios de Elêusis” 18.

É bastante significativo que o Freixo em inglês tenha o nome de Ash. Na verdade, ash é a raiz de Ashvatha, a Árvore do Conhecimento, por vezes também chamada Bo ou Bodhi, sob a qual Buda dissipou a ilusão e atingiu a Luz. Inquestionavelmente um e outro termos têm relação directa. Ashvatha é descrita com as raízes em cima e os ramos estendendo-se para baixo - a copa tipificando o mundo exterior dos sentidos (i.e., o universo visível e sensível) e a Roda infindável dos Renascimentos (a corrente de Samsâra), e as raízes, nas regiões celestes, simbolizando o Ser Supremo, a Causa Primeira, a Raiz do Cosmo 19. Nas Escrituras hindus é tida como “símbolo da vida e da ilusão das suas alegrias e prazeres”; e cada homem tem por missão penetrar fundo dentro dela, passar além dos seus ramos e, atingindo o topo das suas raízes, visionar e conquistar a Luz da Realidade. Curiosamente, o termo Ash, em hebraico, significa Fogo, tanto o fogo espiritual quanto o físico (o “Ash Metzareph” era um importante tratado cabalista cujo nome tinha por significado “O Fogo Purificador”) 20.

Outras referências, igualmente curiosas, a frutos, proibidos ou reservados para os heróis, encontram-se, nomeadamente, nas múltiplas menções ao poder encerrado na maçã: a maçã que Eva ofereceu a Adão…; os “Pomos de Ouro” do Jardim das Hespérides 21; e, no Zohar, podemos ler o seguinte: … “mercê deste orvalho, se nutrem os Santos Superiores. No mundo vindouro formará o maná dos justos. Esse orvalho cai no Jardim das Maçãs Sagradas….”; também o Mago Merlim, da lenda do Rei Artur, ensinava debaixo de uma macieira na Ilha de Avalon (em celta, chamada o Pomar das Macieiras). Na verdade, é pertinente observar que o coração das maçãs configura “uma flor de 5 pétalas” ou “uma estrela de 5 pontas”, dividindo-se em 5 pequenos alvéolos dentro dos quais se ocultam as sementes. E 5 é o “número do homem”, o número dos graus ou Planos que o Homem domina (no Grande Todo Septenário) - o 5o Princípio é Manas. A maçã, com propriedade, pode ser considerada como o fruto do “Conhecimento do Bem e do Mal”. Por último, destacamos uma significativa alegação da Filosofia Esotérica: Jambu (termo sânscrito) é uma das principais divisões do globo, no sistema purânico, que inclui a antiga Índia como berço da 5a Raça, ou Ariana. Significa “Terra das maçãs rosadas” 22. Num sentido mais vasto, é o nome do nosso Globo, separado dos outros seis que, com ele, conformam a nossa Cadeia Planetária. E esta Tradição, pela longevidade incomparável dos seus registos escritos, é obviamente a raiz de todas as demais tradições de Paraísos terreais, de Berços da Humanidade, de sonhos heróicos de Regresso às Origens, empossados na forma de miríficos “Jardins onde abundam Maçãs de Ouro”…

Não resistimos aqui a fazer um pouco de humor: até a célebre maçã de Newton foi, de facto, a maçã da “iluminação”!!!

Fonte: Biosofia


30.9.09

Hapshash and the Coloured Coat

Poster for Pink Floyd at the CIA-UFO club, July 281967, by Hapshash and the Coloured Coat.

Hapshash and the Coloured Coat were a British graphics team in the 1960s, consisting of Michael English and Nigel Waymouth, that produced psychedelic posters.

They designed usually brightly coloured images with a strong art nouveau influence from Alfons Mucha of swirling lines and curving shapes. Posters were used to promote appearances by major bands of the time such as the Pink Floyd and The Incredible String Band, as well as singers such as Julie Felix, mainly for the UK underground UFO Club.

English and Waymouth met in late 1966. Waymouth had just opened London's first psychedelic boutique, Granny Takes a Trip, in the Kings RoadChelsea. They worked together initially and very briefly under the name Cosmic Visions (producing only one poster) and then Jacob and the Coloured Coat (producing two posters), before settling on Hapshash and the Coloured Coat. Their posters were printed and distributed by Osiris Visions, a division of the underground press publication International Times. The duo also provided illustrations and posters for several editions of the London Oz.

They also released an album, titled Hapshash and the Coloured Coat Featuring the Human Host and the Heavy Metal Kids in 1967, and a second one, Western Flier, in 1969. By this time English had left, and Waymouth strangely is mentioned in the liner notes as having decided to "record" the album, but not listed as one of the musicians.


A. Mucha

29.9.09

Thomas Berry - Da Religião à Ecologia


Os livros de Thomas Berry, pensador americano que faleceu em agosto passado, inspiraram acadêmicos e ambientalistas a explorar a interligação da religião, da natureza humana e da ecologia. Apesar da ter formação católica e ser especialista em tradições religiosas, Berry preferia não ser designado como padre, mas antes de cosmólogo e “acadêmico da Terra”. Na verdade, largou a vida monástica para se dedicar ao estudo da História das Religiões e da Cultura.

Nos anos 80, escreveu uma série de livros onde relacionava a evolução cultural e espiritual com a história natural dos planetas e do universo. Michael Colebrook, um especialista da sua obra, explica os elementos chave do seu pensamento (na obra «Thomas Berry, Geologian»).

Primeiro, Berry sublinha o lugar primordial do universo: “O universo é a única realidade auto-referencial no mundo fenomenológico. É o único texto sem contexto. Tudo o resto tem de ser visto no contexto do universo". O segundo elemento é o significado da história, em particular do universo enquanto história. “A história do universo é a quintessência da realidade. Nós sentimos a história e organizamo-la na nossa linguagem. Os pássaros e as árvores organizam-na na sua própria linguagem. Tudo conta a história do universo porque esta está impressa em todo o lado e por isso é tão importante conhecê-la. Quem não conhece a história, num certo sentido não se conhece a si mesmo nem conhece nada”.

Thomas Berry foi a primeira e mais importante voz a descrever os resultados da profunda separação entre o ser humano e o mundo natural e do impacto que esse fenômeno tem no futuro da nossa espécie. O cosmólogo acreditava que a humanidade, depois de passar gerações a gloriar-se a si própria e a despojar o mundo, irá chegar a um ponto de equilíbrio e abraçar o seu papel como uma parte vital de algo maior – o Cosmos – onde a interdependência e a comunhão com os outros elementos que o constituem é essencial. O resultado disso será uma nova era, a que ele chama Era Ecozóica.


Da Religião à Ecologia


Thomas Berry foi ordenado padre em 1942 mas prosseguiu a vida académica, doutorando-se na Universidade Católica Americana com uma dissertação sobre Filosofia e História. Em 1948 mudou-se para a China para ensinar na Universidade Fu Jen, de Pequim. Com a ascensão de Mao Zedong viu-se obrigado a voltar para os Estados Unidos apenas um ano depois. Estudou língua e cultura chinesa na Seton Hall University, bem como sânscrito e cultura asiática na Universidade de Columbia. Foi também capelão do Exército norte-americano entre 1951 e 1954, na Alemanha.

Entre 1966 e 1979, ensinou na Fordham University, onde criou um doutoramento em História das Religiões. Alguns dos seus alunos fundaram um movimento focado nos temas da Religião e da Ecologia. Mais tarde, Berry organizou uma série de conferências internacionais com temas bastante provocatórios, entre elas, a que intitulou de «Energia e as suas dimensões cósmico-humanas».

Escreveu dois livros sobre religiões asiáticas – «Buddhism», 1966, e «Religions of India», em 1971. Contudo, tornou-se particularmente conhecido pelos seus livros sobre o lugar do ser humano no Cosmos, como é exemplo «The Dream of the Earth», de 1988. Outro dos seus livros mais conhecidos é «The Great Work: Our Way Into the Future», publicado em 1999.

Postado por Ciência Hoje

Links:
http://www.thomasberry.org
http://www.earth-community.org

22.9.09

BroadBand - Gilberto Gil

BroadBand - Gilberto Gil


- Flash Player Installation


Shared via AddThis

Gilberto Gil sings "Banda Larga" [Broadband]. Here's Gilberto Gil -- the Brazilian ex-Minister of Culture and world-class musician -- in his kitchen singing his new song called "Banda Larga Cordel" or "Broadband String" just a few hours after composing it. Gil has been actively advocating for open source and open access for several years. This video is part of a general program on his part to make all of his work available for listening and for remixing. This video was shot on a Nokia celly by "cineast" Andrucha Waddington and then YouTubified for general viewing. Posted by José Murilo Junior
David Friedman - Judaism Tree of Life

HOME


We are living in exceptional times. Scientists tell us that we have 10 years to change the way we live, avert the depletion of natural resources and the catastrophic evolution of the Earth's climate. The stakes are high for us and our children. Everyone should take part in the effort, and HOME has been conceived to take a message of mobilization out to every human being.
For this purpose, HOME needs to be free. A patron, the PPR Group, made this possible. EuropaCorp, the distributor, also pledged not to make any profit because Home is a non-profit film. HOME has been made for you : share it! And act for the planet.
Yann Arthus-Bertrand

HOME official website
http://www.home-2009.com

PPR is proud to support HOME
http://www.ppr.com

HOME is a carbon offset movie
http://www.actioncarbone.org

More information about the Planet
http://www.goodplanet.info

Watch the movie here

TV Interview with Jonathan Goldman, Santo Daime leader from Oregon

Watch the interview here

7.9.09

Metáforas e Arte Simbólica

A Virgem e o Menino com a maçã na mão e a roseira símbolo de pureza. Stefan Lochner


Moisés tem a visão da Virgem com o menino Jesus no arbusto, "a sarça ardente". Nicola Froment

"Uma das coisas em nossas religiões ocidentais é que muitos símbolos foram erroneamente tomados por sinais, e toda a nossa mitologia é vista como uma pseudo-história que, na verdade nunca ocorreu historicamente. E essa é a razão pela qual as pessoas, ao perceberem que aquilo que o símbolo representa não poderia ter ocorrido, perdem a fé e a religião e ficam, de repente, sem o vocabulário de comunicação entre o transcedente e a racionalidade de um ser humano vivente. Joseph Campbell

6.9.09

Joseph Campbell, o evolucionista das religiões


por Luiz Biajoni

Mais do que Darwin, Joseph Campbell (1904-1987) investigou, ao longo de toda sua vida, não a evolução das espécies, mas a evolução das religiões. O resultado mais importante dessa investigação é a obra apropriadamente chamada As máscaras de Deus, dividida em 4 volumes: Mitologia primitiva, Mitologia oriental, Mitologia ocidental e Mitologia criativa. Nela, o pesquisador mostra como nasceram mitos que originaram religiões em todo o mundo, cruza dados e histórias, apontando semelhanças, mostrando onde estão os interesses por trás das religiões enquanto forças sociais e, até onde o vasto conhecimento lhe permite, desvela as metáforas das histórias mitológicas. O mais importante desse trabalho, diz ele, é mostrar para as mentes estreitas que os mitos tendem a se tornar História – e isso é triste. Citando Alan Watts (Myth and ritual in Christianity): “O Cristianismo foi interpretado por uma hierarquia ortodoxa que degradou o mito até convertê-lo em ciência e história. [...] Porque quando o mito é confundido com história, ele deixa de aplicar-se à vida interior do homem.”
Em uma de suas palestras memoráveis – várias reunidas em livros lançados no Brasil –, Campbell conta sobre um trecho do livro sagrado do budismo onde Buda estica uma das mãos e de cada dedo sai um tigre que ataca seus inimigos. Se esse trecho estivesse na Bíblia, com Jesus Cristo como protagonista, crentes iriam jurar de pés juntos que foi assim mesmo que aconteceu.
Segundo Campbell, em todo Oriente prevalece a idéia de que o último plano da existência é algo além do nosso pensamento e nosso entendimento. Sendo assim, podemos acreditar no mistério mas não racionalizar ou querer situá-lo histórica e geograficamente. De maneira que não há o culto como conhecemos no Ocidente. Linhas de pensamento religioso orientais são: “Saber é não saber, não saber é saber” (Upanishad), “Os que sabem permanecem quietos” (Tao Te King), “Isto és tu” (Vedas). Chegar ao outro lado da margem do pensamento para encontrar paz e bem-estar é a finalidade do mito oriental. No mito ocidental existe sempre um criador e uma criatura e os dois não são o mesmo – estão sempre em conflito e sempre há alguém ou algo a atrapalhar, incomodar; um diabo, um extraviado da criação. Diante da pouca importância que o homem tem diante de um Deus tão exigente, ele deve se ajoelhar e servir e não questionar e obedecer a parâmetros sempre ditados por alguma instituição, uma igreja, uma denominação. É uma religião de subserviência, cuja gestão é o conflito e o terrorismo psicológico, imposto pelas lideranças religiosas ou auto-imposto pelos crentes. Para Campbell, “o divisor geográfico entre as esferas oriental e ocidental do mito e do ritual é o planalto do Irã”. O terceiro volume de As máscaras de Deus, que trata da Mitologia Ocidental, escrito em 1964, conta o nascimento da religião muçulmana e como ela cresceu no Oriente Médio, tornando-se ameaçadora para o cristianismo; as tensões que abalavam a ordem cristã que era sustentada por uma mitologia de autoridade clerical.
Talvez esse quadro geral tenha gerado o fanatismo, alimentado pelas lideranças religiosas; e o dinheiro que estas têm pode ter influenciado na ordem social. Campbell, otimista e racional, escreveu: Nenhum adulto hoje se voltaria para o Livro do Gênese com o propósito de saber sobre as origens da Terra, das plantas, dos animais, do homem. Não houve nenhum dilúvio, nenhuma Torre de Babel, nenhum primeiro casal no paraíso, e entre a primeira aparição do homem na Terra e as primeiras construções de cidades, não uma geração (de Adão para Caim), mas milhares delas devem ter vindo a esse mundo e passado a outro. Hoje nos voltamos para a ciência em busca de imagens do passado e da estrutura do mundo. O que os demônios rodopiantes do átomo e as galáxias a que nos aproximam telescópios revelam é uma maravilha que faz com que a Babel da Bíblia pareça uma fantasia do reino imaginário da querida infância de nosso cérebro.
Ele mal sabia que as religiões se fortaleceriam, ganhariam cada vez mais adeptos e fanáticos, se ramificariam e tomariam de assalto a educação, a ciência e mesmo a sanidade racional do homem.
As idéias de Campbell fizeram sucesso nos anos 70, ele se tornou um ícone para os hippies-paz-e-amor pregando (essa não é nem de longe a melhor palavra, mas vou deixar) o compromisso social geral pelo avanço irrestrito da sociedade, com tolerância e respeito ao outro, pela paz e pela metáfora religiosa como elemento de ligação entre o ser e o mistério. Não por acaso, Campbell é o autor que inspirou George Lucas na saga Guerra nas estrelas – e o ponto culminante do primeiro filme, quando Luke Skywalker vai destruir a Estrela da Morte e os equipamentos falham, é a “voz da consciência” do herói que pede que ele não acredite nos aparelhos (assim como não devemos acreditar nas histórias míticas ou no que diz qualquer pretenso salvador) e acredite em si mesmo. As histórias mitológicas – assim como Guerra nas estrelas inaugurou uma mitologia – deviam servir como metáforas para nossas vidas. O problema é que as pessoas não sabem o que é metáfora; acham que uma metáfora é uma mentira. As escrituras sagradas são todas metáforas, mas os religiosos conseguem entende-las apenas como Realidade, e acham que aqueles que não entendem que se trata de Realidade consideram o que está ali escrito, Mentiras. Um radialista uma vez quis pegar Campbell ao vivo nesta encruzilhada e perguntou ao pesquisador o que era uma metáfora. Campbell devolveu a pergunta e o radialista deu um exemplo de metáfora: “Ele corre como um coelho”. Campbell disse que era justamente aí que estava o problema: metáfora seria se se dissesse “Ele é um coelho”. Na afirmação justa de uma realidade improvável, a condenação de um mundo.
As grandes metáforas das religiões não podem ser entendidas como realidade e não podem atrapalhar o avanço científico da sociedade; não podem interferir na paz entre países, nem em angústias para as pessoas; não podem restringir o direito de amar – ora vejam! –, nem provocar ódio. As grandes metáforas das religiões deveriam ser poesias para os ouvidos – mas ninguém quer saber de poesia!